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Bolsas da Europa avançam com sinais de trégua, mas caminham para pior mês desde 2022

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Por Sergio Caldas

São Paulo, 31/03/2026 - As bolsas europeias operam em alta na manhã desta terça-feira, após sinais de que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer evitar uma guerra prolongada no Oriente Médio, mas caminham para o pior desempenho mensal em anos, diante das incertezas persistentes sobre os rumos do conflito.

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Por volta das 6h35 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,64%, a 584,44 pontos, mas acumulava em março perdas que poderão ser as maiores desde meados de 2022, segundo a CNBC, interrompendo uma sequência de oito meses positivos, de acordo com a Reuters.

O apetite por risco ganhou alguma força após relatos de que o presidente Trump avalia encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz - por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial - siga em grande parte fechado. A notícia aparentemente ajudou a estabilizar os preços da commodity.

Os ataques, porém, continuam. A cidade de Isfahan, que abriga instalações nucleares do Irã, foi alvo de um bombardeio hoje, provavelmente lançado pelos EUA. Simultaneamente, um drone iraniano atingiu um petroleiro do Kuwait nas águas de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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Prévia de inflação da zona do euro sugere que o recente salto dos preços do petróleo e do gás natural, em meio à guerra, começou a chegar ao consumidor. O CPI anual do bloco saltou para 2,5% em março, ante 1,9% em fevereiro. O resultado veio abaixo da previsão de analistas, mas superou a meta oficial de inflação do Banco Central Europeu (BCE), de 2%.

Às 6h49 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,66%, a de Paris avançava 0,61% e a de Frankfurt ganhava 0,73%. As de Milão, Madri e Lisboa, por sua vez, tinham respectivas altas de 0,64%, 1,04% e 0,77%.

Do noticiário corporativo, destaque para a Unilever, em alta de 0,50% em Londres, após confirmar negociações avançadas para fundir sua unidade de alimentos com a fabricante de temperos McCormick.

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