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BoE/Bailey: redução da inflação abre espaço para cortes, mas não indica quando podem acontecer

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O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês), Andrew Bailey, afirmou que melhores condições para flexibilizar a política monetária não significa necessariamente que haverá um corte de juros na próxima reunião, ou em algum dos outros encontros previstos para este ano. O comentário aconteceu durante testemunho nesta terça-feira, 24, no Comitê do Tesouro do Reino Unido.

"Irei para as próximas reuniões considerando se há justificativa para um corte de juros", disse.

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Bailey observou que a continuidade do processo de desinflação rumo à meta de 2% abrirá espaço para redução das taxas de juros britânicas, mas ponderou que existem uma série de outros fatores a serem considerados. "Vemos arrefecimento do mercado de trabalho, mas há dúvidas se isso terá reflexos na redução da inflação, das expectativas inflacionárias e dos salários", apontou.

O presidente do BoE frisou que os dirigentes estão monitorando de perto a inflação subjacente do Reino Unido. Economista-chefe do BC, Huw Pill afirmou que o cenário ainda é de pressão doméstica sobre os preços, o que mantém a inflação subjacente teimosamente acima da meta. "Desinflação está intacta, mas não completa", acrescentou.

Para Pill, a política monetária ainda está restritiva e é necessário mantê-la assim até que apareçam mais evidências de redução das pressões inflacionárias. Segundo o BC britânico, a inflação do Reino Unido deverá atingir temporariamente a meta de 2% em abril, antes de voltar para a meta de modo sustentado no terceiro trimestre de 2026.

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Membro externo do Comitê de Política Monetária do BoE, Alan Taylor avaliou que a trajetória de juros continua em caminho de normalização em direção a juros neutros. "Resolvendo essas questões sobre emprego e inflação, poderemos continuar os cortes", afirmou.

Ao ser questionado, Bailey disse que também irá monitorar medidas do governo em relação ao orçamento e seus efeitos sobre dinâmicas da economia e inflação.

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