Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

BC conservador sobre Selic e cautela política impedem Ibovespa de seguir alta em NY

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O tom conservador do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), após a decisão de manter a Selic em 15% ao ano na quarta-feira, 17, impedia alta do Ibovespa na manhã desta quinta-feira, 18, na esteira das bolsas de Nova York, após a decisão também da quarta-feira do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Além disso, há renovada cautela política após nova pesquisa indicar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, liderando em todos os cenários para 2026 e vencendo adversários em eventual segundo turno.

"O Ibovespa está mais lateralizado por conta da pesquisa, mostrando Lula na liderança. Isso traz um pouco de preocupação para o mercado, diante do temor de manutenção da atual política fiscal no ano que vem. Hoje, isso com certeza não seria o cenário que o mercado espera", avalia Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3. "A política monetária tem feito

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Com corte de juros nos Estados Unidos, espera-se que a B3 - assim como outros mercados de ações - atraia fluxo que poderia ir para o mercado norte-americano, mas a Selic elevada acaba aumentando a cautela das empresas no Brasil devido a custos altos. Desta forma, algumas ações mais sensíveis ao ciclo econômico são penalizadas, além de grandes bancos, diante do risco de inadimplência.

Enquanto ontem o Fed reduziu as taxas em 0,25 ponto porcentual, para o intervalo de 4% e 4,25% ao ano, o Copom não só deixou a Selic inalterada pela segunda vez seguida, como tirou do radar dos especialistas a possibilidade de queda no curto prazo.

Na decisão, o colegiado do Banco Central brasileiro repetiu a menção de juros altos por período "bastante prolongado" e que permanece "vigilante".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, o Copom reconhece que a taxa atual é elevada e tem impactos relevantes sobre a atividade, mas prefere esperar sinais mais claros de convergência da inflação antes de iniciar um ciclo de cortes, avalia Thomás Gibertoni, sócio e Portfólio Manager da Portofino Multi Family Office.

"Um ponto importante é que o comunicado retirou a sinalização explícita de manutenção para a próxima reunião, o que pode indicar proximidade de um esgotamento no atual nível de juros", avalia em nota.

Conforme Gibertoni, ao manter um discurso firme, o Copom busca reforçar sua credibilidade e sinalizar ao mercado que não pretende ceder a pressões políticas ou conjunturais, mantendo o foco em assegurar a estabilidade de preços no médio e longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o anúncio do corte dos juros nos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou quedas s graduais até o fim do ano.

Segundo Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil, as decisões ilustram contextos distintos. Em sua visão, o Fed busca suavizar a desaceleração econômica, mesmo com inflação acima da meta. "O ambiente tem maior previsibilidade, com crescimento mais fraco, mercado de trabalho perdendo fôlego e tarifas com impacto limitado", afirma em relatório.

No Brasil, o BC, conforme Gonçalves, opta pela cautela em função de uma inflação persistente, riscos fiscais elevados e desemprego em níveis baixos, fatores que impedem o início de um afrouxamento monetário no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta quinta, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu deixar sua principal taxa de juros inalterada, em 4%, após concluir reunião de política monetária nesta quinta-feira, em um ambiente de pressões inflacionárias e crescimento fraco no Reino Unido.

Na quarta, o Ibovespa testou pela primeira vez os 146 mil pontos, mas fechou aos 145.593,63 pontos - nível histórico, em alta de 1,06%.

Às 11h38, o Ibovespa caía 0,30%, aos 145.174,52 pontos, ante recuo de 0,41%, na mínima a 144.993,21 pontos, depois de subir 0,03% com máxima de 145.638,82 pontos. Abriu aos 145.593,63 pontos, com variação zero. Neste cenário de incerteza, ações ligadas a commodities, de grandes bancos (exceto BB: alta de 2,10%) e ligadas ao consumo caem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O minério fechou com queda de 0,12% hoje em Dalian, enquanto o petróleo subia em torno de 0,40%, mas Petrobras cedia 0,73% (PN) e 1,16%). Vale recuava 0,66%. Entre grandes bancos, Bradesco PN cedia 1,02% (a maior perda do segmento). Usiminas PNA, por sua vez liderava o grupo das oito maiores quedas (-2,59%), seguida de Vamos On (-2,72%). Já Natura subia 11,95%. A empresa anunciou acordo para vender a Avon Internacional para a holding Regent, em um movimento importante na estratégia de foco na América Latina.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline