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Arrecadação sobe 7,6% e bate recorde em maio

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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 230,152 bilhões em maio, com alta real (descontada a inflação) de 7,66% na comparação com o resultado de maio de 2024, quando o recolhimento chegou a R$ 202,979 bilhões, a preços correntes. De acordo com a Receita Federal, o resultado no mês passado, em termos reais, foi o melhor para o período da série histórica, iniciada em 1995.

O número final das receitas com tributos veio acima da mediana das estimativas de analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que era de R$ 220,8867 bilhões. O intervalo das projeções variava de R$ 208 bilhões a R$ 297,20 bilhões.

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Foi a primeira divulgação da arrecadação no ano, que estava atrasada devido à greve dos auditores fiscais, iniciada em novembro de 2024. No início de junho, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves determinou que os auditores voltassem ao trabalho.

Considerando o resultado de maio, o total nos cinco primeiros meses de 2025 já alcança R$ 1,191 trilhão. Segundo a Receita, também é recorde histórico para o período. O montante representa um aumento real de 3,95% na comparação com os cinco primeiros meses de 2024, quando a arrecadação havia somado R$ 1,089 trilhão.

O Fisco destacou que o resultado de maio, comparado com o mesmo período do ano passado, foi influenciado pelo comportamento dos indicadores de atividade, que impactaram diretamente na arrecadação, e pela postergação do pagamento de tributos por contribuintes do Rio Grande do Sul, em decorrência das enchentes que afetaram a base arrecadatória de 2024.

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O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que a trajetória ascendente da arrecadação neste ano segue o mesmo padrão observado em 2024. "Neste ano, a arrecadação acumulada vem apresentando essa variação crescente ao longo dos meses", disse ele.

Já o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o governo conseguiu ser mais contracionista no 1.º semestre, mas agora começa a ter de liberar alguns itens que precisam ser executados, a exemplo do estoque de precatórios. Segundo ele, o pagamento dos precatórios em julho vai ficar próximo de R$ 69 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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