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Alta na indústria em janeiro ante dezembro foi a mais intensa desde junho de 2024, diz IBGE

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A alta de 1,8% em janeiro ante dezembro na produção da indústria foi a mais intensa desde junho de 2024, quando havia expandido 4,4%. Considerando apenas meses de janeiro, a elevação foi a mais significativa desde 2009, quando foi de 2,1%. O resultado tem magnitude importante, mas não recupera as perdas dos meses anteriores, ponderou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A perda acumulada na indústria nos últimos quatro meses de 2025 foi de -2,5%. O setor industrial ainda tem saldo negativo", frisou Macedo. "O saldo negativo permanece. Você tem um setor industrial que permanece distante dos patamares mais elevados da série histórica."

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A alta de 1,8% na indústria em janeiro não pode ser vista de forma isolada, defendeu Macedo, lembrando que a produção vinha de uma queda de 1,9% em dezembro.

"A indústria vinha de uma maior frequência de férias coletivas ocorridas naquele mês (de dezembro). Isso justifica também as perdas disseminadas naquele mês", acrescentou ele. "Há volta natural (em janeiro) na produção em ramos industriais que haviam paralisado anteriormente. Mas, em linhas gerais, o setor industrial permanece com a leitura que já vínhamos vendo, tem saldo negativo nos últimos meses."

A conjuntura econômica mantém elementos que afetam o dinamismo da produção, como a taxa de juros em patamar elevado, que prejudica atividades como bens de consumo duráveis e bens de capital.

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"São atividades que têm ligação importante com a questão do crédito", justificou Macedo.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial avançou 0,2% em janeiro de 2026, após três meses seguidos de recuo.

"A comparação anual atesta o menor dinamismo na indústria", disse Macedo.

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O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 45,9% em dezembro para 37,9% em janeiro. "Esse é o quarto mês seguido que esse porcentual fica abaixo de 50%. Pelo quarto mês seguido temos um número maior de produtos investigados mostrando queda nesse tipo de comparação", concluiu.

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