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Alívio externo e IPCA-15 menor que previsto estimulam Ibovespa, apesar de derrota do IOF

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A valorização dos índices de ações do ocidente e das commodities impulsionavam o Ibovespa perto do fim da manhã desta quinta-feira, 26, bem como o alívio no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), embora as preocupações fiscais prossigam no radar. Os investidores digerem a derrubada do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), diante de uma agenda carregada.

Ontem, sob temores fiscais, o Ibovespa fechou em baixa de 1,02%, aos 135.767,29 pontos, dado o anúncio de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia pautado para quarta-feira à tarde a sessão para votar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), que revoga o decreto do governo Lula com o aumento do IOF.

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Para Rodrigo Ashikawa, economista da Principal Asset Management no Brasil, a derrota foi uma baita surpresa para o governo, enquanto o mercado já dava como certo o resultado. "A grande surpresa para o mercado foi ontem. Mostra o conflito entre governo e o Congresso. O fiscal que tinha deixado de ser um grande tópico no final do ano passado, essa pauta voltou a ser relevante", diz.

A despeito dessa avaliação, o alívio no IPCA-15 em junho sobrepõe a essa derrota. "Hoje prevalece mais o resultado do IPCA-15", afirma Ashikawa, completando que é "difícil" negar que o IOF seja ruim.

Em relação à agenda, a primeira divulgação foi o Relatório de Política Monetária (RPM). No documento, o Banco Central espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses continue acima do centro da meta, de 3%, até pelo menos o quarto trimestre de 2027 - último período com informações disponíveis. Quanto ao hiato do produto, o BC estima taxa de 0,9% no primeiro trimestre.

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Além disso, foi informado o IPCA-15 de junho. O dado 15 (IPCA-15) arrefeceu alta a 0,26%, após ter avançado 0,36% em maio, ficando abaixo da mediana de 0,31% encontrada na pesquisa Projeções Broadcast. Em 12 meses, acumula elevação de 5,27%, acima do teto da meta, de 4,50%.

Outro destaque é a arrecadação. Em maio, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 230,152 bilhões, uma alta real (descontada a inflação) de 7,66% na comparação com o resultado de maio de 2024, quando o recolhimento de tributos somou R$ 20,979 bilhões, a preços correntes. O resultado superou a mediana das expectativas, de R$ 220,8867 bilhões.

No Brasil na noite de ontem, o Senado aprovou o projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do novo decreto do governo Lula sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto foi analisado pela Casa Alta do Congresso logo após passar na Câmara, por 383 votos a 98. Foi a primeira derrubada de um decreto presidencial em 33 anos, no governo Collor. Agora, o mercado monitora qual será a reação do governo.

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Em meio a especulações de que o presidente Donald Trump poderá antecipar o anúncio do próximo presidente do Federal Reserve, os mercados globais reagem positivamente, também refletindo o cessar-fogo no Oriente Médio. O petróleo avança acima de 1% e o minério de ferro fechou com alta de 0,64% hoje em Dalian.

Nos EUA, hoje saiu a terceira leitura do PIB do primeiro trimestre, que sofreu contração maior do que anteriormente estimada no primeiro trimestre, de 0,5%.

Às 11h32, o Índice Bovespa subia 0,91%, aos 137.003,99 pontos, na máxima, vindo de mínima de 135.755,55 pontos (-0,01%). Ações mais sensíveis ao ciclo econômico são destaques de elevação, diante da queda dos juros futuros e do dólar ante o real, bem como papéis ligados a commodities.

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