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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Vítima de violência doméstica "pede açaí" para ser socorrida

Em ligação com a Polícia Militar, vítima sinalizou ajuda simulando um pedido que seria entregue em domicílio

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Vítima de violência doméstica
Autor Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira (23), em Ananindeua, região metropolitana de Belém, uma mulher vítima de violência doméstica utilizou uma forma inusitada para pedir socorro ao Centro Integrado de Operações (Ciop).

Na ligação para o 190, a vítima pediu açaí para informar que precisava de ajuda. Veja abaixo a transcrição do áudio.

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Após a atendente identificar que poderia se tratar de um caso de violência doméstica, uma viatura da Polícia Militar do Pará foi até o local. Os policias socorreram a mulher e o agressor foi conduzido à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).


Atendimento

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Durante a ligação, a vítima sinalizou ajuda simulando que estava pedindo algo para ser entregue no domicílio. Confira como aconteceu a ligação:

- Atendente: "Ciop, bom dia, como posso ajudá-lo?"

- Vitima: "Oi, alô, tem açaí, tem?"

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- Atendente: "Senhora, você estabeleceu contato com a polícia militar e o corpo de bombeiros. Como podemos ajudá-la?"

- Vitima: "Tem açaí? Quanto tá? Vou lhe mandar o endereço."

- Atendente: "Repasse o endereço. A senhora está ciente que está mantendo contato com a polícia militar e o corpo de bombeiros?"

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- Vitima: "Sim"

- Atendente: "A senhora está em perigo? O que está acontecendo?"

- Vitima: "A senhora já anotou o endereço?"

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- Atendente: "Anotado. A senhora está em perigo? "

- Vitima: "Uhum"

- Atendente: "A senhora está sozinha na casa?"

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- Vítima: "Não"

- Atendente: "Tem como a senhora identificar para a viatura?"

- Vítima: "Tem"

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- Atendente: "Assim que a senhora visualizar a viatura, por gentileza, se identifique. A ocorrência foi registrada Foi solicitado apoio".

- Vítima: "Tá bom, obrigada."


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“Diante das respostas secas e diretas pude identificar que se tratava de uma ligação verídica. Imediatamente, direcionei a ligação ao despachante, que deslocou a viatura ao local”, contou a atendente do Ciop.

A partir da situação e, de acordo com matéria do g1, a vítima passou a integrar o programa de medidas protetivas e vai passar por acompanhamento e orientação das equipes policiais.

O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado, fala da importância da denúncia e do treinamento dos atendentes para decodificar as mensagens passadas nas chamadas ao 190.

“Ao fazer o pedido de açaí, os nossos agentes, como são treinados para qualquer tipo de situação que envolva uma violência, e também para decodificar qualquer mensagem que possa estar subentendida, perceberam que ali estava sendo feito um pedido de ajuda”, afirma o titular da Segup.


Fonte: Informação do g1.

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