Veja qual é a cidade brasileira que paga salários mais altos a professores do que médicos
Em Campo Largo do Piauí, remuneração base já superava o novo piso nacional antes do reajuste do MEC
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Enquanto um terço das prefeituras brasileiras descumpre a lei e não paga o piso nacional do magistério de R$ 5,1 mil, o município de Campo Largo do Piauí (PI) registra salários que chegam a quase R$ 13 mil para professores em fim de carreira com jornada de 40 horas semanais. O valor, que inclui vencimento base de R$ 8 mil e gratificações, supera inclusive a remuneração de alguns médicos da cidade, estimada em R$ 11 mil. O cenário local reflete o desempenho do Piauí, onde quase 94% dos municípios pagam acima do piso, ficando atrás apenas do Ceará, que lidera com 98%.
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A realidade nacional, no entanto, apresenta disparidades regionais acentuadas conforme o Anuário Brasileiro de Educação Básica 2025. Em estados como Roraima e Espírito Santo, apenas 33% e 37% das prefeituras, respectivamente, cumprem o piso estabelecido. No levantamento de 2024, o rendimento bruto médio dos docentes da rede pública foi de R$ 5,5 mil, valor inferior aos R$ 6,4 mil recebidos por outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade, evidenciando o desafio da atratividade na carreira docente.
Segundo a ONG Todos pela Educação, a valorização financeira é fundamental para combater o déficit de professores quando associada a boas condições de trabalho, ferramentas pedagógicas e formação continuada, evitando sobrecarga de alunos em sala de aula para garantir a melhoria dos indicadores educacionais a longo prazo.
Em Campo Largo do Piauí, a gestão aposta na educação em tempo integral para todos os alunos e oferece atividades extracurriculares como balé, capoeira e judô, este último em parceria com o Instituto Sarah Menezes, da campeã olímpica.
Apesar do investimento em pessoal e infraestrutura, os índices de aprendizagem ainda buscam evolução: em 2024, o município registrou nota 4 no Ideb para os anos iniciais e 3,7 para os anos finais do ensino fundamental, embora mantenha uma taxa de escolarização de 99,5% entre crianças de 6 a 14 anos.
Com informações do G1