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USP terá novo curso de Engenharia, com foco em chips e inteligência artificial; saiba como será

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A Universidade de São Paulo (USP) anunciou a criação de uma nova graduação da Escola Politécnica a ser oferecida já no vestibular deste ano. Trata-se do curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais, que terá inicialmente uma oferta anual de 56 vagas. A nova graduação tem foco em semicondutores e inteligência artificial.

"Mantemos a base sólida de Matemática e Física da Poli, mas com um foco claro: não queremos formar apenas utilizadores de tecnologia, queremos formar quem vai criar e inovar com ela", afirmou o coordenador do novo curso, o professor Gustavo Rehder.

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O curso será oferecido já a partir do ano que vem no campus da USP no Butantã, zona oeste de São Paulo, e trata-se de um desdobramento de um dos braços da Engenharia Elétrica que ganha agora autonomia para atender às crescentes demandas do mercado.

"O perfil do engenheiro mudou radicalmente nas últimas décadas", diz o professor Gustavo Rehder. "Antigamente, a Engenharia Elétrica funcionava como um grande guarda-chuva que abrangia tudo, da geração de energia à computação. Mas o cenário atual, impulsionado pela Inteligência Artificial, pelos carros autônomos e pela indústria de semicondutores, fez com que cada uma dessas áreas crescesse a ponto de se tornarem universos próprios."

Segundo Rehder, o mercado exige, atualmente, um profissional mais especializado, capaz de inovar e de achar soluções para problemas complexos. "Nosso objetivo é preparar os alunos para as tecnologias de fronteira, sistemas inteligentes com IA embarcada, projetos de chips semicondutores para IA e para o futuro 6G, entre outras", explicou o coordenador do novo curso. "Se não formarmos engenheiros com essa visão estratégica e inovadora, eles correm o risco de perder espaço para a própria automação da IA."

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A criação do curso foi aprovada pelo Conselho Universitário em dezembro do ano passado. A estrutura curricular foi desenhada para integrar teoria e prática desde o primeiro ano.

Além de fundamentos sólidos em Matemática, Física e Computação, a graduação aposta nos chamados Projetos Integrativos Extensionistas - ou seja, projetos que desafiam os alunos a criar soluções para problemas reais da sociedade, como sistemas de alerta para desastres naturais e estratégias para cidades inteligentes.

Nos dois anos finais, o estudante poderá personalizar sua formação com especialização em áreas estratégicas, como Inteligência Artificial (IA), Semicondutores e Chips, Sistemas Embarcados, Comunicações e Processamento de Sinais.

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Para o corpo docente, a mudança reflete uma modernização necessária no ensino da engenharia, priorizando a motivação do aluno e a aplicação direta do conhecimento.

Um exemplo de projeto que tem o perfil do novo curso é o monitoramento do Riacho Doce, na comunidade de São Remo, no bairro do Butantã. O objetivo é implementar uma rede de sensores para prevenir enchentes. Para isso, serão cruzados dados meteorológicos com informações coletadas localmente, reduzindo os danos à população.

Foco em Inteligência Artificial

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A oferta de cursos de graduação com foco em IA no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano saltou de quatro para 27. A maioria das graduações foi aprovada entre novembro e dezembro de 2025, caso do novo curso da USP e também da graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, no Rio de Janeiro, de Inteligência Artificial e Ciência de Dados, cujas aulas já começam este ano.

Há cerca de um mês, a Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unicamp aprovou a criação do curso superior "Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados" a ser ministrado a partir do ano que vem no campus de Limeira. O curso oferecerá 40 vagas e terá duração mínima de oito semestres (e máxima de 12 semestres), com carga horária de 3.240 horas.

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