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Trump diz ter assistido ‘ao vivo’ à captura de Maduro

Líder chavista é levado para Nova York para ser julgado por narcoterrorismo, enquanto Caracas exige prova de vida

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Trump diz ter assistido ‘ao vivo’ à captura de Maduro
Autor O presidente disse que viu a captura de Maduro como um programa de TV - Foto: Reprodução/ @realdonaldtrump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado em uma operação militar americana e está sendo transportado para Nova York. Em entrevista à emissora Fox News, o republicano afirmou que assistiu à ação ao vivo e adiantou que Washington passará a estar "fortemente envolvido" com a indústria de petróleo do país sul-americano.

LEIA MAIS: Maduro e sua esposa serão julgados por tribunal em Nova York

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Segundo Trump, a decisão sobre o futuro político da Venezuela ainda está sendo tomada para evitar um vácuo de poder. "Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa assumir o controle e simplesmente continuar de onde ele [Maduro] parou. Estaremos muito envolvidos nisso e queremos promover a liberdade para o povo", disse.

Sobre os recursos naturais, o presidente foi enfático: "Temos as maiores companhias petrolíferas do mundo, as maiores, as melhores, e vamos estar muito envolvidos nisso".

A operação e as acusações

Trump classificou a ação militar como "brilhante" e elogiou o planejamento das tropas. Detalhes da operação foram divulgados pela emissora CNN, que reportou que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram retirados de sua residência no Forte Tiuna, em Caracas, durante a madrugada.

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A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará "a força total da Justiça americana". O líder venezuelano foi indiciado em 2020 pelo Distrito Sul de Nova York sob acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas de guerra. O Departamento de Justiça acusa o chavista de liderar o "Cartel de los Soles" e transformar o Estado venezuelano em uma organização criminosa.

A base legal para a intervenção ainda não é clara, mas analistas comparam o episódio à invasão do Panamá em 1990, que resultou na captura do ditador Manuel Noriega.

Reação em Caracas

O governo venezuelano reagiu imediatamente. A vice-presidente Delcy Rodríguez, em pronunciamento à rede pública VTV, afirmou desconhecer o paradeiro do casal presidencial e exigiu "prova de vida imediata" por parte do governo Trump.

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Escalada de tensão e contexto

A captura ocorre após meses de escalada retórica e militar. Em outubro, Trump autorizou operações secretas da CIA na Venezuela. Recentemente, o Pentágono reforçou a presença no Caribe com porta-aviões, submarinos nucleares e cerca de 6.500 soldados, sob a justificativa de combater o narcotráfico.

Apesar da narrativa da Casa Branca, dados da ONU enfraquecem a ligação direta da Venezuela com a crise de drogas nos EUA. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 aponta que o fentanil provém majoritariamente do México e a cocaína consumida nos EUA tem origem principal na Colômbia, Bolívia e Peru.

A ofensiva divide a opinião pública americana. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada no mês passado mostrou que apenas 29% dos americanos apoiam o uso das Forças Armadas para eliminar suspeitos de narcotráfico sem o devido processo legal.

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Donald Trump convocou uma coletiva de imprensa para as 11h (horário local) em Mar-a-Lago, onde promete divulgar mais detalhes sobre os próximos passos da intervenção.



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