Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Troca de nome da Rua Peixoto Gomide avança na Câmara Municipal; político matou a própria filha

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última quarta-feira, 11, o projeto de lei (PL 482/2025) que propõe a troca do nome da Rua Peixoto Gomide, localizada nos bairros Bela Vista e Jardim Paulistano, na região central da capital paulista.

O nome atual da via homenageia o político Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior, que, em janeiro de 1906, matou a própria filha, Sophia Gomide, às vésperas do casamento dela. Peixoto Gomide, então senador por São Paulo, suicidou-se em seguida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A votação na CCJ foi aprovada por sete votos. O vereador Lucas Pavanato (PL) foi o único parlamentar a se posicionar de forma contrária, enquanto o vereador Sansão Pereira (Republicanos) se absteve.

Na prática, a CCJ aprovou o parecer de legalidade, que analisa se o projeto é, ou não, compatível com a legislação. Com o aval da comissão, o texto poderá seguir para votação em plenário.

O PL é de autoria das vereadoras Luna Zarattini (PT) e Silvia da Bancada Feminista (PSOL). A proposta determina que a rua seja rebatizada com o nome da vítima, Sophia Gomide. Segundo as parlamentares, o objetivo é promover uma "reparação histórica".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O presente projeto de lei tem como finalidade promover reparação histórica e conceder a devida dignidade à memória de Sophia Gomide, mulher que foi brutalmente assassinada pelo próprio pai, Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior", afirmam as vereadoras na justificativa da proposta.

Em 1914, a Câmara Municipal homenageou o senador ao aprovar um projeto que batizou uma das travessas da Avenida Paulista com o nome de Peixoto Gomide. "Sophia sequer foi citada ou recebeu qualquer homenagem", dizem as parlamentares.

Como base histórica para a elaboração do PL, Luna Zarattini e Silvia da Bancada Feminista utilizaram o estudo da pesquisadora Maíra Rosin, que fez um levantamento de ruas batizadas com nomes de homens que assassinaram mulheres de seus respectivos círculos, como esposas, amantes e filhas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A pesquisadora traz à luz algumas ruas que levam essas homenagens a feminicidas - mesmo que, à época, o crime não fosse tipificado dessa forma. Uma delas é a Rua Peixoto Gomide, que fica no coração da cidade de São Paulo", acrescentam as vereadoras no projeto.

Os motivos que levaram ao crime são incertos. De acordo com a pesquisadora, em trecho citado no PL, jornais da época atribuíram o assassinato a "uma alucinação" de Peixoto Gomide e relataram que alguns sintomas da condição já teriam se manifestado dias antes.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline