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Trator pode ter provocado rompimento de reservatório da Sabesp, aponta investigação preliminar

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O rompimento de um reservatório de água da Sabesp em Mairiporã, na Grande São Paulo, que deixou um morto e ao menos sete feridos na manhã desta quarta-feira, 11, pode ter sido causado por um trator que fazia manobras no local, de acordo com as primeiras investigações da Polícia Civil de São Paulo.

O colapso da estrutura, que estava em construção, provocou uma violenta enxurrada que atingiu várias casas e veículos no Parque Náutico da Cantareira. Vídeos produzidos pelos moradores mostram o tamanho da destruição, com carros arrastados e casas invadidas pela força da água.

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A Prefeitura de Mairiporã informou que a pessoa que faleceu era funcionária de uma empresa terceirizada pela Sabesp. O homem foi encontrado já sem vida dentro de um contêiner.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 11h. As vítimas foram socorridas e levadas para hospitais da região. Os ferimentos são leves.

"O trator estava trabalhando nas proximidades da caixa d'água e pode ter atingido a base (da construção). Mas tudo depende da perícia", diz Aldo Galiano, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil.

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A Sabesp, concessionária dos serviços de água e esgoto de São Paulo, adota tom mais cauteloso. "Estamos construindo uma caixa d'água de 2 milhões de litros nas etapas de teste. Estávamos subindo o nível de água. É só isso que sabemos até o momento. Toda investigação será feita. Ainda não dá para saber a natureza da falha", afirma Roberval Tavares, diretor de Engenharia e Inovação da Sabesp.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento, vai apurar as causas técnicas do acidente e as circunstâncias que envolveram a realização de testes no local.

Em nota, a Sabesp afirmou que lamenta profundamente o acidente e informou que acionou equipes operacionais e de assistência social para apoiar os moradores afetados. A companhia também declarou que irá ressarcir os prejuízos causados pela ocorrência e prestar assistência às famílias atingidas.

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou o acidente como "inaceitável". "Temos a necessidade, para mitigar a falta de água, de instalar vários reservatórios na cidade, na Região Metropolitana, na Baixada Santista, então vai ser comum a gente instalar reservatórios. Mas, quando você tem um acidente como houve hoje quarta-feira, ou foi falha de projeto ou de execução, e as duas coisas são inaceitáveis. A gente precisa investigar para, dentro de uma lógica de melhoria contínua, não deixar que aconteça de novo", afirmou.

A caixa d'água fazia parte de uma obra que começou a ser construída em janeiro de 2025, com previsão de conclusão em maio de 2026. De acordo com a empresa, foram instaladas 200 reservatórios do mesmo padrão em diversas obras. Segundo a Prefeitura de Mairiporã, o reservatório iria abastecer três bairros da cidade.

Moradores que estavam nas proximidades do local do rompimento da caixa dágua relataram um barulho semelhante a uma explosão. "Ouvi um estrondo que parecia uma explosão. Quando saí e olhei, o nível da água já estava no tornozelo, com força", diz o morador Felipe Barboza dos Santos, de 19 anos.

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Outros moradores que não estavam em casa voltaram assustados quando receberam os chamados sobre o acidente.

Vários moradores perderam móveis e pertences. "Quando cheguei em casa, a água já tinha invadido. Perdi sofá, cama, um monte de coisa", diz a enfermeira Alessandra Pires, de 35 anos.

"Vim correndo porque meus pais estavam sozinhos em casa", diz a secretária Vitória Muniz. "Felizmente, a água só entrou um pouco. Mas agora temos de limpar tudo".

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