Técnico de radiologia é indiciado por gravar vídeos íntimos de pacientes escondido em MG
Pelo menos cinco vítimas foram identificadas pela Polícia Civil; investigação começou após uma jovem notar o aparelho na roupa do profissional
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A Polícia Civil indiciou um técnico de radiologia de 46 anos por crime contra a dignidade sexual, após ele ser flagrado gravando imagens íntimas de pacientes sem autorização. O caso ocorreu no interior de uma clínica médica no município de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. As investigações apontam que pelo menos cinco mulheres foram filmadas pelo profissional de saúde. O inquérito, que enquadra o suspeito no crime de registro de imagens com cena de nudez ou ato íntimo sem consentimento, já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público.
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O caso começou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no final de novembro de 2025. A denúncia partiu de uma paciente de 28 anos que, durante a realização de um exame radiológico admissional, percebeu a lente de um celular posicionada de maneira estratégica dentro do bolso do jaleco do técnico. Diante da suspeita de que estava sendo gravada, a mulher procurou as autoridades policiais para relatar o ocorrido.
Com o avanço das apurações, a polícia cumpriu mandados e apreendeu o telefone celular do suspeito. A perícia digital realizada no aparelho confirmou o crime ao encontrar diversos arquivos de vídeo. Segundo os investigadores, as imagens mostram o próprio técnico ajustando e preparando o celular para a gravação ilegal momentos antes de as pacientes entrarem na sala de exames. Ao prestar depoimento, o homem confessou a prática das filmagens, mas tentou justificar a atitude alegando que os registros eram feitos por motivos de segurança pessoal.
O delegado João Martins Teixeira Barbosa, responsável pela conclusão do inquérito, destacou a gravidade da situação devido à quebra de confiança inerente à relação entre um profissional da saúde e seus pacientes. A autoridade policial classificou a conduta do indiciado como um profundo desrespeito à inviolabilidade da intimidade feminina. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades e não há informações confirmadas se ele continua exercendo a profissão em outras unidades de saúde.
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