Shein é alvo de investigação por comercialização de produtos ilegais e “design viciante”
A empresa já havia sido alvo de críticas em novembro de 2025, acusada de vender bonecas sexuais com aparência infantil
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A União Europeia instaurou, nesta terça-feira (17), uma investigação formal contra a Shein para apurar a comercialização de produtos ilegais e o uso de um design considerado potencialmente viciante em sua plataforma. A iniciativa intensifica o embate entre o bloco europeu e a varejista chinesa, alvo de críticas por suposta concorrência desleal com o comércio local e por outras controvérsias recentes.
O bloco vem adotando uma série de medidas para endurecer a fiscalização sobre a empresa, com foco no fechamento de brechas fiscais e no fortalecimento das normas de segurança e proteção ao consumidor.
O passo mais recente foi a abertura da apuração formal, que busca verificar se a plataforma comercializa itens em desacordo com as regras do mercado europeu e se adota estratégias digitais capazes de induzir o consumo excessivo.
Entre as práticas analisadas estão contadores regressivos, alertas de estoque limitado, notificações frequentes e mecanismos de recompensa semelhantes aos de jogos, presentes na interface on-line da empresa. A investigação se insere no contexto das novas normas digitais do bloco, como a Lei de Serviços Digitais.
Na França, o cerco também tem se intensificado. Em junho de 2025, o Senado francês aprovou um projeto de lei que, se colocado em vigor, deverá impor restrições significativas à atuação da Shein no país. A proposta diferencia o fast fashion tradicional, que inclui marcas como Zara e H&M, do chamado ultra fast fashion, categoria na qual se enquadram plataformas como Shein e Temu. O texto prevê, entre outras medidas, a proibição de publicidade dessas empresas em território francês.
Em entrevista à TF1, em fevereiro, o ministro francês das Pequenas e Médias Empresas, Serge Papin, afirmou que 2026 será marcado por ações de resistência a plataformas internacionais de fast fashion. Segundo ele, há desequilíbrio na concorrência entre empresas chinesas e o comércio local.
Papin destacou que, enquanto lojas físicas respondem diretamente pelos produtos vendidos, plataformas como a Shein não assumem a mesma responsabilidade sobre os itens ofertados em seus marketplaces, o que, em sua avaliação, prejudica comerciantes locais e expõe consumidores a riscos.
A empresa já havia sido alvo de críticas em novembro de 2025, quando o escritório antifraude francês acusou a Shein de vender bonecas sexuais com aparência infantil. Em nota, o órgão afirmou que a descrição e a categorização dos produtos dificultavam qualquer dúvida sobre o caráter ilegal do conteúdo.
À época, o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, declarou que, caso as vendas continuassem, a França poderia bloquear o acesso à plataforma no país. Ele classificou os itens comercializados como “horríveis e ilegais”.
Informações: Metrópoles
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