Saúde investiga casos de hepatite aguda em crianças no PR
O crescimento de casos de hepatite grave em crianças, que acontece de forma misteriosa, está preocupando as autoridades
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Há sete casos suspeitos de hepatite aguda grave em crianças no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Três são de pacientes do Paraná e quatro do Rio de Janeiro. O crescimento de casos de hepatite grave nos pequenos, que acontece de forma misteriosa, está preocupando as autoridades.
Desde abril, crianças estão sendo diagnosticadas com a doença, que causa inflamações graves no fígado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos 230 crianças menores de 16 anos em 20 países já apresentaram o problema.
Inclusive, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) encaminhou um alerta para todas as Regionais de Saúde do Paraná. A orientação é identificar, investigar e notificar casos potenciais de hepatite aguda grave.
Os sintomas da enfermidade misteriosa são febre, mal estar, dor no corpo, diarreia, vômito, dor abdominal e icterícia – coloração amarelada dos olhos. Nos casos investigados pelas autoridades de saúde de outros países, chama a atenção o fato de testes laboratoriais terem descartado os vírus mais comuns da hepatite (tipos A, B, C, D e E) como causa da infecção.
No Reino Unido, onde o surto começou, as investigações apontam para a infecção por um pelo adenovírus 41F, encontrado na maioria das amostras.
“Essas infecções não parecem ter relação com alimentos, espécies de animais, áreas geográficas ou com as vacinas contra a Covid porque a maioria dessas crianças sequer foi vacinada”, disse a médica Philippa J. Easterbrook, cientista sênior no departamento de HIV da OMS em Genebra, durante coletiva de imprensa da última quarta-feira (4/5).
Qual a causa da doença?
Existem diversas perguntas a respeito do surto de hepatite em crianças. A doença está agindo de forma grave em pacientes previamente saudáveis, algo que não é comum.
A OMS trabalha com a hipótese de que a doença esteja sendo causada por uma nova cepa de adenovírus, um vírus do resfriado comum, ou mesmo pelo coronavírus.
Tanto o Reino Unido quanto a Holanda relataram que estão vendo o aumento da circulação de adenovírus, o que aumenta a evidência de que esses vírus podem estar desempenhando um papel.
Pelo menos 74 das crianças afetadas testaram positivo para infecção por adenovírus. As crianças afetadas variam em idade de 1 mês a 16 anos, embora a maioria tenha menos de 10 anos e muitas tenham menos de 5 anos.
Os adenovírus normalmente atacam o trato respiratório, embora alguns – incluindo o tipo 41 – possam desencadear gastroenterite, uma inflamação do estômago e intestinos que induz diarreia. O adenovírus 41 tem sido associado à hepatite em crianças imunocomprometidas, mas não foi visto como causador da doença em crianças previamente saudáveis.
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