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Restaurante destruído por avião no RS é alvo de saque: 'não respeitam mais nem as tragédias'

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O restaurante Dom Inácio, atingido por um avião monomotor na última sexta-feira, 3, em Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, foi alvo de um furto na manhã de domingo, 5, dois dias depois do acidente aéreo que provocou a morte de quatro pessoas.

De acordo com o dono do estabelecimento, Douglas Roos, dois ladrões aproveitaram a troca do turno da segurança para saquear o restaurante, levando um micro-ondas, panelas e até destroços do avião.

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"Não respeitam mais nem as tragédias", lamentou o empresário, em conversa com o Estadão. "Só não levaram os dois botijões (de gás) 'P45' (com capacidade de 45 kg) porque chegamos a tempo de evitar."

Imagens de monitoramento enviadas à reportagem mostram o momento em que um rapaz caminha com algumas sacolas. O empresário estima ter tido um prejuízo de cerca de R$ 3 mil com os objetos furtados.

"Aproveitaram o momento em que houve a troca de turno da segurança para saquear restos do avião, equipamentos do restaurante que estavam bem no fundo do imóvel e que poderiam ser aproveitados", disse o proprietário do Dom Inácio.

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"Só com as panelas, que eram de aço fundido, bons materiais, (tivemos um prejuízo de) R$ 2,5 mil", acrescentou Roos.

Ele afirma que fez boletim de ocorrência e que os dois suspeitos seguem foragidos. Procurada, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul não deu retorno até a publicação do texto. O espaço segue aberto.

Perda total

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Segundo Roos, o restaurante teve perda total após o acidente aéreo. "O que sobrou não representa nem 1% do nosso prejuízo, estimado em R$ 400 mil", disse ao Estadão.

Ele acredita que a empresa responsável pela aeronave, Jetspeed Holding Ltda, se responsabilizará pelos danos e ajudará a reerguer o restaurante. "Nós pretendemos, sim, retomar as atividades tão logo a gente consiga essa reparação financeira".

Acidente

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Na última sexta-feira, um avião de pequeno porte caiu e atingiu o restaurante, que estava fechado no momento. As quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave - o casal Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, Renan Saes e o piloto Nelio Pestana - não resistiram aos ferimentos e morreram. Não houve vítimas em solo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o casal de passageiros dividia residência entre Xangri-Lá e Ribeirão Preto, e sairia de Capão da Canoa e com destino ao aeroporto de Itápolis, em São Paulo.

Renan Saes era neto do dono do avião, Renato Saes. Engenheiro de produção de formação, Saes era empresário e tinha uma empresa de aviação, a Peluzzi Aviation, e outra do ramo de produção de gelo.

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Informações preliminares apontam que a aeronave teria colidido com a rede de energia elétrica logo após a decolagem, por volta das 10h35 da manhã. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado, realizou a perícia, e será responsável pela apuração das causas do acidente.

O avião tinha prefixo PS-RBK e era do modelo Piper JetPROP DLX. Fabricada em 1999, a aeronave estava regular em relação a sua situação de aeronavegabilidade (o estado de segurança do avião), conforme site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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