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Quem era o paulista pesquisador de abelhas assassinado a tiros em seu restaurante em Manaus

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A Polícia Civil do Amazonas investiga o assassinato do paulista Davi Said Aidar, de 62 anos, que era professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Aidar foi morto a tiros, na noite de sexta-feira, 8, dentro de seu restaurante no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, km 35, no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus. Ele se dedicava a pesquisar cientificamente abelhas de mel e tinha publicações sobre o tema.

A Polícia Civil informou que equipes especializadas se dedicam à apuração do crime. Segundo a Polícia Militar, que esteve no local, a esposa relatou que homens encapuzados chegaram no restaurante, que fica em local isolado, e fizeram disparos contra a vítima. Os suspeitos fugiram. Aidar foi socorrido, mas morreu. A motivação do crime está sendo investigada.

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O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) da capital. Segundo a polícia, o professor tinha porte de arma para CAC (Caçador, Atirador e Colecionador). Uma pistola com carregador e munições foi encontrada no carro dele. O material foi recolhido para análise.

Currículo acadêmico expressivo

Aidar era professor de Ciências Agrárias na Ufam e tinha um currículo acadêmico expressivo. Ele tinha graduação em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá (Fuem), mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), doutorado em Entomologia e pós-doutorado em Genética Molecular pela Universidade de São Paulo (USP).

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A Ufam divulgou nota lamentando o acontecido e destacando a carreira do docente. "Reconhecido pela experiência na área de genética de abelhas e com trabalhos nos temas de meliponicultura, apicultura e multiplicação e preservação de abelhas silvestres, o professor tornou-se titular em 2020 e deixa um legado à comunidade universitária", diz a nota.

O corpo de Davi foi sepultado nesta terça-feira, 10, no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, onde reside sua família.

Dedicou sua vida às abelhas nativas

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Em suas redes sociais, o jornalista Marcos Aidar, irmão do professor relata que ele era o mais novo de seis filhos da "sempre unida família da saudosa professora Nadyr de Almeida Aidar e do pastor e médico dr. David de Almeida Aidar".

Segundo o irmão, Davi havia se mudado há mais de 20 anos para Manaus, onde passou a lecionar na Ufam e realizar novas pesquisas com abelhas.

"Dedicou sua vida às abelhas nativas sem ferrão e seu livro A Mandaçaia (abelha sem ferrão) se tornou referência nacional para centenas de apicultores de todo o país. Adorava a natureza e vivia com a companheira cercado de plantas, abelhas, aquários, galinhas e outras criações que comercializava num sitio de um condomínio rural a 40 km do centro de Manaus", escreveu o irmão Marcos.

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Ele conta que uma grande placa colorida anunciava o Abelhas, Bar e Restaurante, o estabelecimento de Davi. "Era uma construção aberta, sem portões nem cerca para a estradinha que liga a área à Rodovia AM-10. Um local que parecia sossegado. Na sexta-feira, por volta das 19h, sua vida rica foi interrompida por meia dúzia de tiros vindos de 3 criaturas encapuzadas, quando estava na frente de sua casa, cuidando de suas coisas."

O irmão desconhece o motivo do assassinato. "Esperamos que a Policia do Amazonas descubra rapidamente. A nossa família agradece as inúmeras manifestações de carinho recebidas em Manaus, Ribeirão Preto e de muitos outros lugares onde há pessoas que vão manter boas lembranças dele", diz.

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