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PEDOFILIA DOS FAMOSOS

Quem é Epstein? Entenda o caso da rede de crimes sexuais que envolvia poderosos e famosos

Saiba quem foi Jeffrey Epstein, o milionário que mantinha uma mega esquema de pedofilia que envolve nomes de famosos e políticos de grande poder

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Quem é Epstein? Entenda o caso da rede de crimes sexuais que envolvia poderosos e famosos
Autor Epstein utilizava seu patrimônio para atrair figuras influentes, criando uma aura de prestígio que servia de fachada para seus crimes - Foto: CC-BY-S.A-4.0

O caso Jeffrey Epstein, um dos maiores escândalos de tráfico sexual e abuso de poder da história moderna, continua a sacudir as estruturas das elites globais. Recentemente, a divulgação de milhões de páginas de documentos e e-mails oficiais reacendeu investigações, provocou depoimentos de alto escalão no Congresso dos EUA e revelou a extensão assustadora de uma rede que envolvia políticos, membros da realeza e magnatas da tecnologia.

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Abaixo, detalhamos a trajetória de Epstein, os novos desdobramentos de 2025/2026 e os nomes que voltaram ao centro do furacão.

O surgimento do "Financista das Estrelas"

Jeffrey Epstein não nasceu em berço de ouro. Ele começou sua carreira como professor de física e matemática antes de ingressar no setor financeiro no banco Bear Stearns. Em 1982, fundou sua própria empresa, a J. Epstein & Co., que afirmava gerir exclusivamente fortunas superiores a US$ 1 bilhão.

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Sua ascensão foi marcada pela construção de uma rede de contatos de grande influência. Com propriedades de luxo em Nova York, Flórida, Paris e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas (Little St. James), Epstein utilizava seu patrimônio para atrair figuras influentes, criando uma aura de prestígio que servia de fachada para seus crimes.

A Ilha da Pedofilia

Little St. James, apelidada pela mídia de "Ilha da Pedofilia", era o epicentro das atividades criminosas. Segundo as investigações, Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, recrutavam meninas e jovens mulheres — muitas delas menores de idade — sob o pretexto de oferecer massagens ou oportunidades de carreira.

As vítimas eram frequentemente traficadas entre as diversas propriedades de Epstein, onde eram submetidas a abusos sexuais sistemáticos. Documentos recentes reforçam que os locais eram equipados com sistemas de monitoramento por vídeo, sugerindo que Epstein utilizava gravações para possível chantagem contra seus convidados poderosos.

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O acordo polêmico de 2008 e a queda

Em 2005, a polícia de Palm Beach começou a investigar Epstein após a denúncia de uma mãe. No entanto, em 2008, ele conseguiu um "acordo de não-persecução" federal amplamente criticado, cumprindo apenas 13 meses de prisão em regime de semiaberto por acusações estaduais de prostituição.

A justiça só o alcançou de fato em julho de 2019, quando foi preso por tráfico sexual de menores. Um mês depois, Epstein foi encontrado morto em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. Embora a causa oficial tenha sido suicídio por enforcamento, as circunstâncias — como a falha nas câmeras e a ausência de vigilância no momento — alimentam teorias da conspiração até hoje.

Caso volta à tona

A grande novidade que mantém o caso em pauta é a lei aprovada pelo Congresso dos EUA no final de 2025, que determinou a divulgação integral de arquivos anteriormente sigilosos. Estima-se que mais de 3 milhões de documentos, incluindo e-mails e registros de voo, estejam sendo analisados.

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Nomes poderosos: Donald Trump foi citado mais de 5.300 vezes nos arquivos. Recentemente, surgiram relatos de que ele teria dito à polícia em 2006 que "todo mundo sabia" sobre a conduta de Epstein.

Depoimentos no Congresso: Em fevereiro de 2026, Bill e Hillary Clinton aceitaram depor na Câmara dos Representantes sobre sua proximidade com o financista, após a divulgação de fotos de Bill ao lado de jovens em aviões vinculados a Epstein.

Conexão com a indústria tech: E-mails revelaram um contato "cordial e recorrente" entre Elon Musk e Epstein. Musk nega qualquer irregularidade e afirma ter recusado convites para visitar as ilhas. Bill Gates também expressou arrependimento público sobre seus encontros com o financista.

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Realeza britânica: O Príncipe Andrew, já afastado de suas funções reais, continua sob escrutínio após novas menções sobre sua presença na ilha e possíveis vídeos comprometedores.

O Brasil na rota do esquema

As investigações recentes revelaram que o Brasil também era um alvo de recrutamento. Documentos indicam que Jean-Luc Brunel, um ex-agente de modelos e parceiro de Epstein, viajou ao país para buscar adolescentes sob o pretexto de carreiras internacionais. Estima-se que cerca de 50 brasileiras tenham sido vítimas da rede, muitas delas imigrantes nos EUA que viviam em situação de vulnerabilidade.

Como está o caso atualmente

Com Ghislaine Maxwell condenada a 20 anos de prisão, o foco agora se deslocou para os "clientes" e facilitadores de Epstein. A pressão pública e institucional nunca foi tão alta. Instituições como o Fórum Econômico Mundial iniciaram apurações internas devido a menções a seus dirigentes nos arquivos.

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O caso Epstein deixou de ser apenas um processo criminal para se tornar um símbolo da luta contra a impunidade das elites e a exploração sistêmica, provando que, mesmo anos após a morte do principal acusado, a verdade continua a emergir.

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