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Quadrilha que compartilhava fotos íntimas de mulheres e adolescentes é alvo de operação

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Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta segunda-feira, 30, cinco suspeitos de integrar uma quadrilha que cometia estupros virtuais e expunha imagens íntimas de adolescentes e mulheres nas redes sociais. O grupo também é suspeito de praticar tortura, racismo e induzir as vítimas à automutilação. As vítimas têm idades entre 11 e 19 anos.

Os agentes cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Distrito Federal e em mais sete Estados - Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e São Paulo.

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Os detidos não tiveram os nomes divulgados pela polícia, o que impossibilitou o contato com suas defesas.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos se aproximavam das vítimas através de aplicativos de namoro e, depois de ganhar a confiança delas, pediam nudes (imagens do corpo nu). A partir daí, chantageavam as vítimas: passavam a exigir que elas, para não terem as imagens expostas, participassem de desafios por meio de um aplicativo popular entre os jovens para conversas e transmissões ao vivo.

As ações incluíam masturbação com objetos, ofensas de cunho racista e mutilações, como cortes na pele com as iniciais ou o nome do agressor.

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A investigação teve início em abril, a partir da denúncia da mãe de uma das vítimas, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher de Caxias. Ela relatou que imagens íntimas de sua filha estavam sendo divulgadas em redes sociais.

Durante a apuração, os agentes da Delegacia descobriram a existência de uma rede criminosa com dezenas de outras vítimas. "Tudo era transmitido online e, em alguns casos, a gravação era posteriormente exposta na internet", diz a Polícia Civil.

Em um dos casos investigados, a vítima foi forçada a se mutilar com uma navalha e escrever o nome do autor na própria pele. Até o momento, seis mulheres foram identificadas, mas acredita-se que o grupo possa ter feito dezenas de vítimas.

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Isso porque, após a prisão de um um dos supostos membros da quadrilha, no mês passado, a perícia encontrou cerca de 80 mil imagens, vídeos e áudios em dispositivos eletrônicos.

As autoridades também não descartam o possível uso das imagens para obter vantagem financeira. Há indícios de monetização de alguns vídeos em lives na plataforma, o que está sendo investigado.

O material permitiu a identificação de parte dos suspeitos - além das prisões já feitas, outros mandados podem ser expedidos. A Operação Abbraccio (abraço, em italiano), nesta segunda-feira, apreendeu celulares e mídias digitais capazes de comprovar os crimes e ampliar o mapeamento da rede criminosa. O material será analisado e pode embasar novas diligências, além de responsabilizações penais e civis.

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