Policial influencer Sancho Loko deixa a prisão no PR após justiça aceitar habeas corpus
Soldado foi preso pelo Gaeco no dia 7 de abril; ele e mais dois PMs são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e fraude processual
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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aceitou um pedido de habeas corpus e soltou nesta sexta-feira (17) o policial militar e influenciador digital Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, de 44 anos, conhecido como "Sancho Loko". A decisão revogou a prisão preventiva e impôs medidas cautelares ao PM.
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O soldado foi preso no dia 7 de abril durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em Curitiba. Ele e outros dois policiais, também presos na ação, são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. Segundo a investigação, os crimes foram cometidos de forma reiterada.
Medidas cautelares
Na decisão, o juiz determinou que Sancho, que possui mais de 270 mil seguidores nas redes sociais, não poderá sair de casa durante a noite e aos fins de semana, quando não estiver escalado para o trabalho. Ele também não poderá se ausentar da cidade por mais de sete dias e deverá se apresentar mensalmente em juízo. O descumprimento de qualquer uma das medidas pode resultar em nova prisão.
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O advogado Claudio Dalledone, que atua na defesa de Sancho, afirmou que a concessão da liminar "retrata a seriedade e compromisso da Justiça Paranaense". Segundo ele, Sancho foi preso em flagrante por estar em posse de duas granadas de efeito moral, que "não apresentam letalidade nenhuma". O advogado disse ainda que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas utilizadas por Sancho como instrutor de tiro e classificou a prisão preventiva como "descabida".
Dois policiais também foram presos na ação
Os outros dois policiais presos na operação tiveram liberdade provisória concedida, também com medidas cautelares.
Durante a operação do Gaeco, foram cumpridos quatro mandados com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR) — três em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, em Curitiba. Foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico.
Nas casas dos dois policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Na unidade da PM, em armários sem identificação, foram localizados simulacros (réplicas) de arma de fogo, munições irregulares e porções de drogas como maconha, crack e cocaína.
O que diz a PM
Em nota, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que prestou apoio à operação por meio da Corregedoria-Geral e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais em Curitiba. "Durante as diligências, foram constatadas irregularidades", diz a nota. A PM afirmou ainda que será instaurado procedimento administrativo para apuração dos fatos e reforçou o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.