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Polícia Civil descarta motivação política em morte de tesoureiro do PT

Apesar de a briga ter se iniciado por questões políticas, para a polícia, a escalada da violência virou um assunto pessoal

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Polícia Civil descarta motivação política em morte de tesoureiro do PT
Autor O guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu morto em sua festa de aniversário de 50 anos - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil (PC) do Estado do Paraná concluiu que o assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, que ocorreu no último sábado (09) em Foz do Iguaçu, não pode ser enquadrado, juridicamente, como um crime de motivação política.

O agressor, Jorge José da Rocha Guaranho, de 38 anos de idade, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, ou seja, por motivo torpe e por causar perigo comum.

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Camila Cecconello, a delegada responsável pela investigação, afirma que "não há provas de que foi um crime de ódio pelo fato de a vítima ser petista". Apesar de a briga ter se iniciado por questões políticas, para a polícia, a escalada da violência virou um assunto pessoal. O assassino teria decidido voltar à festa por ter se sentido humilhado pela vítima.

“Não podemos dizer que o autor voltou lá porque ele queria cessar os direitos políticos ou atentar contra os direitos políticos daquela pessoa. Concluímos que foi algo que acabou se tornando pessoal entre duas pessoas que discutiram, claro, por motivações políticas.”

A informação sobre a decisão da Polícia Civil foi divulgada nesta sexta-feira (15), durante uma entrevista coletiva da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da PC.

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Confira a cronologia dos acontecimentos:

- Uma pessoa, em um churrasco, acessou imagens do circuito interno de segurança de onde ocorria festa. Jorge José estava no evento e perguntou onde era realizada a comemoração, mas não fez comentários. Ele, segundo a polícia, ingeriu bebida alcoólica.

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- Segundo os depoimentos, ele chegou ao local da festa de Marcelo ouvindo uma música ligada à campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

- Houve uma discussão entre eles. Marcelo jogou terra e pedras no carro de Jorge José, que foi embora, mas retornou ao local.

- É solicitado ao porteiro que ele impeça a entrada do policial penal, mas Guaranho abriu o portão sozinho. Avisado de que Guaranho havia voltado, Marcelo, que era guarda municipal, carrega a arma e coloca na cintura.

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- Os dois começam a discutir e a mulher de Marcelo tenta intervir. O petista e o policial penal ordenam um ao outro para abaixar a arma.

- Jorge José da Rocha Guaranho atirou primeiro contra Marcelo, invadiu a festa e fez mais disparos. Ao todo foram quatro disparos, sendo que dois atingiram a vítima. Marcelo reagiu com 10 tiros. Quatro acertaram Jorge José.


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Fonte: Informações do g1.

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