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PMs do Rio suspeitos de ligação com o Comando Vermelho e milícias são alvo da PF

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No terceiro dia consecutivo de ofensiva contra integrantes das forças de segurança cooptados pelo crime organizado no Rio de Janeiro, a Polícia Federal deflagrou nesta quarta, 11, mais uma etapa da Operação Anomalia. Desta vez, a ação mira um núcleo formado por policiais militares do Estado que atuariam em favor de grupos criminosos violentos na região, incluindo milícias e o Comando Vermelho.

Agentes da Polícia Federal, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar do Rio, cumprem nesta manhã sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis.

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O Supremo Tribunal Federal também determinou o afastamento imediato das funções públicas de todos os investigados, além da quebra do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos.

Segundo a PF, as apurações, inseridas no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, reuniram provas de que os policiais militares investigados usavam as prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado.

"A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito", informou a corporação.

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Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Delegados, advogados e ex-secretário na mira da PF

Na terça, 10, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Anomalia com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Cerca de 40 policiais federais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na capital fluminense, expedidos pelo STF.

Entre os presos estavam os policiais civis Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus, além do delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves. Também é citado nas investigações Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como traficante e que já estava preso.

A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.

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Além das prisões e buscas, o STF determinou medidas cautelares voltadas à descapitalização do grupo, como o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão de atividades empresariais de empresas envolvidas no esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos ligados aos investigados.

Na segunda, 9, na primeira etapa da "Anomalia", a Polícia Federal prendeu o delegado da corporação no Rio, Fabrizio Romano, e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena, suspeitos de vender influência política ao crime organizado.

Segundo a PF, o grupo atuava na negociação de vantagens indevidas para favorecer os interesses de um proeminente traficante internacional de drogas baseado no Rio de Janeiro.

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Carracena já havia sido preso no ano passado ao lado do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias (MDB), e, de acordo com as investigações, teria recebido mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho.

As apurações apontam que o esquema contava com a articulação do ex-secretário, do delegado da Polícia Federal e de advogados que atuavam como intermediários para viabilizar pagamentos indevidos em espécie ao delegado em troca de informações e influência interna.

Os investigadores também identificaram a atuação de um indivíduo com histórico criminal responsável por facilitar articulações políticas e operacionais em Brasília.

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