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Peru busca terceiro presidente em uma semana para tentar sair de crise

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Peru busca terceiro presidente em uma semana para tentar sair de crise
Autor Foto: Guadalupe Pardo

Parlamentares do Peru e o principal tribunal do país se preparavam para debater nesta segunda-feira (16) quem deveria assumir a Presidência do país, depois que o Congresso foi incapaz de indicar, durante a madrugada, um candidato para se tornar o terceiro líder no espaço de uma semana marcada por protestos com mortos.

O presidente interino, Manuel Merino, renunciou no domingo (15). Na semana passada, o impeachment do presidente centrista Martín Vizcarra desencadeou protestos e mergulhou o Peru em uma crise constitucional.

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O turbilhão político aumenta a incerteza enfrentada pelo segundo maior produtor de cobre do mundo, já abalado pela covid-19 e rumando para sua pior retração econômica em um século.

Fragmentado e impopular, o Congresso peruano votaria nesta tarde, depois de uma primeira votação fracassada à meia-noite, para abonar o único nome apresentado na ocasião, Rocío Silva-Santisteban -- uma defensora de direitos humanos de esquerda.

"Existe imaturidade política de alguns e falta de autoconsciência de outros diante do que aconteceu no país na semana passada", disse o parlamentar Alberto de Belaúnde, do Partido Morado, a repórteres.

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Agora sua sigla de centro está indicando o parlamentar Francisco Sagasti, um engenheiro industrial de 76 anos e ex-funcionário do Banco Mundial. "O principal para o Peru é recuperar a estabilidade e este pesadelo acabar", acrescentou Belaúnde.

A crise recente começou quando Vizcarra, um político popular independente que se chocava há tempos com o Congresso devido à sua postura anticorrupção, foi retirado do cargo pela legislatura na semana passada devido a alegações de corrupção – que ele nega.

Foi o segundo processo de impeachment enfrentado por Vizcarra em dois meses, após ele sobreviver ao primeiro em setembro.

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Merino, que, como presidente do Congresso comandou as duas iniciativas de impeachment, sucedeu Vizcarra, mas também renunciou depois que duas pessoas morreram em protestos contra seu governo recém-formado e parlamentares ameaçaram afastá-lo a menos que ele deixasse o posto.

O principal tribunal do Peru também começa a debater nesta segunda-feira se o impeachment e o afastamento de Vizcarra foram constitucionais, o que pode abrir as portas para uma volta dramática.

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