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Pedreiro passa 60 dias preso por crime que não cometeu; entenda

Morador do Acre, o trabalhador conta que ficou sem entender a situação quando disseram que ele era um foragido do Estado de Mato Grosso

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Pedreiro passa 60 dias preso por crime que não cometeu; entenda
Autor O pedreiro Adalzemir da Silva Costa, de 46 anos - Foto: Arquivo Pessoal

O pedreiro Adalzemir da Silva Costa, de 46 anos, passou um total de 60 dias preso no Complexo Penitenciário de Rio Branco, após a polícia cumprir uma ordem judicial expedida pela Justiça do Mato Grosso. O motivo seria uma condenação de mais de 9 anos pelo crime de estupro. O homem, no entanto, alega que nunca saiu do Acre.

Adalzemir teria sido preso no dia 16 de julho deste ano. O trabalhador autônomo estava em casa, no município de Rio Branco, quando foi abordado por policiais que cumpriam um mandado de prisão aberto no nome dele. Conforme informações do g1, o homem conta que ficou sem entender a situação, quando disseram que ele era um foragido do Estado de Mato Grosso.

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“Eu nunca andei por lá, nunca saí daqui de Rio Branco, nunca viajei. Um cara estava usando meu nome no Mato Grosso e em Rondônia também. Eu não sei como ele conseguiu, porque nunca perdi meus documentos e nunca dei para ninguém. Eles disseram que o mandado era por causa de um estupro, levei um susto, mas fui com eles tranquilo, porque sabia que era inocente. Eu pensava que ia sair logo, mas fui levado para o presídio”, diz o pedreiro.

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Na residência, no Estado do Acre, Costa mora com a esposa, três filhos, dois netos, dois sobrinhos e uma enteada. Ele conta que a família recebe o Auxílio Brasil, mas a maior porcentagem da renda vem do seu trabalho como pedreiro. Durante os dois meses que ficou preso, a situação financeira da sua casa se tornou complicada.

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“Foi muito ruim, fiquei longe das minhas crianças, fiquei sem trabalhar e aqui eles dependem de mim, do meu trabalho. Ficou bem complicado, minha mulher correndo para deixar as coisas para mim e cuidar das crianças. Estou sem entender até hoje o que aconteceu”, afirma.


"Erro do poder Judiciário"

O advogado do pedreiro, Wellington Silva, conta que após várias pesquisas, foi constatado por fotos e vídeo de audiência que um outro homem usou os documentos de Adalzemir da Silva Costa para cometer crimes nos municípios de Jaru, em Rondônia, e Cláudia, no Mato Grosso.

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Esse homem teria sido preso, passou por audiência e foi condenado a uma pena de 9 anos e 6 meses, em regime inicial fechado, por estupro. O mandado de prisão foi expedido pela Vara Única da Comarca de Cláudia (MT). O nome do verdadeiro culpado não foi revelado.

“Tem foto de quando essa outra pessoa foi presa e nós identificamos que a pessoa não tinha nenhum traço semelhante a ele [Adalzemir]. Sem falar em um vídeo de audiência, que também demonstra que as características são totalmente diferentes. Foi um erro do tribunal de justiça grotesco, do poder judiciário do estado de Mato Grosso”, diz o advogado.

Silva afirma que foram juntadas todas as provas levantadas pela defesa e feito um habeas corpus junto à Justiça do Mato Grosso. “Mesmo assim, o juízo exigiu que fosse feita uma perícia que comprovasse, através de um exame papiloscópico, que de fato se tratavam de duas pessoas diferentes. Então, foram coletadas as digitais deles e comparadas, verificando que realmente são duas pessoas distintas.”

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Para a reportagem do g1, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso afirmou que a Terceira Câmara Criminal do TJ-MT não constatou erro por parte do judiciário daquele estado. A Polícia Civil informou que não foi responsável pelo cumprimento do mandado no Acre.

Após a defesa entrar com um pedido junto à Vara de Execuções de Rio Branco, o pintor foi solto na última quarta-feira (14).


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Fonte: Informações do g1.

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