Patrão é preso após exigir sexo em troca de adiantamento a funcionária de 17 anos
Homem de 53 anos foi indiciado por importunação e assédio sexual; investigação aponta que ele oferecia dinheiro e promoção em troca de sexo
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Um empresário de 53 anos foi preso preventivamente no último sábado (11) no distrito de Alegria, na cidade de Simonésia, em Minas Gerais, após exigir sexo em troca de um adiantamento salarial para uma funcionária de 17 anos. Indiciado por importunação e assédio sexual pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o homem atuava na região de Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, e teve a prisão decretada após ameaçar uma das testemunhas do caso.
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As investigações revelaram que o assédio era recorrente e que o suspeito fazia propostas indecentes à adolescente desde setembro do ano passado. De acordo com a Polícia Civil, o patrão oferecia dinheiro, benefícios e a promessa de crescimento na empresa em troca de contato íntimo, chegando a utilizar outros colegas de trabalho para levar as propostas até a vítima. O quadro se agravou consideravelmente quando a jovem precisou solicitar um adiantamento salarial para custear despesas acadêmicas. O empresário vinculou a liberação do dinheiro à realização de sexo.
Indignada com a chantagem, a funcionária foi até o escritório do patrão para confrontá-lo. Durante a discussão, o suspeito a encurralou e começou a passar as mãos pelo corpo da adolescente sem o seu consentimento. A agressão física só foi interrompida graças à chegada de uma terceira pessoa ao local, que interveio na situação. Segundo os investigadores, mesmo sofrendo com as investidas criminosas, a jovem havia continuado no emprego devido à extrema necessidade financeira.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades no dia 4 de fevereiro, quando o irmão da vítima decidiu procurar a delegacia para formalizar a denúncia. Ao longo da apuração policial, constatou-se a tentativa do suspeito de coagir o andamento das investigações ao ameaçar uma testemunha, o que fundamentou o pedido de sua prisão preventiva. O inquérito já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, e o empresário permanece detido no sistema prisional à disposição da Justiça.
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