Papa Leão XIV diz que Venezuela deve permanecer um país independente
Pontífice defendeu o bem-estar da população e o fim da violência
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O Papa Leão XIV defendeu neste domingo (4) que o bem-estar social e a soberania da Venezuela devem ser preservados, um dia após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos. Durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o pontífice apelou para a superação da violência no país sul-americano.
-LEIA MAIS: Nicolás Maduro passa a noite em centro de detenção nos EUA
"O bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e levar à superação da violência e ao compromisso com os caminhos da Justiça e da paz, garantindo a soberania do país", declarou o Papa, de nacionalidade norte-americana.
Operação militar e prisão A manifestação do Vaticano ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar no sábado (3) o êxito de um "ataque em grande escala" em solo venezuelano. A operação resultou na detenção de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, na residência presidencial em Caracas.
Maduro foi extraditado imediatamente para os Estados Unidos e passou a primeira noite no Metropolitan Detention Center, presídio federal no Brooklyn, em Nova York. Segundo agências internacionais, ele deverá comparecer a um tribunal federal nos próximos dias para responder a acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e corrupção.
Crise institucional e transição O cenário político em Caracas permanece instável. O governo venezuelano classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar" e decretou estado de exceção. Internamente, a vice-presidente Delcy Rodríguez recebeu ordens do Tribunal Supremo para assumir a presidência interina.
Em contrapartida, Donald Trump anunciou que pretende governar a Venezuela até que uma transição de poder seja concluída, admitindo a possibilidade de uma segunda ofensiva militar caso seja necessário.
A ação norte-americana dividiu a comunidade global entre saudações pela queda do regime chavista e condenações à violação de soberania. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a "escalada de tensão" e alertou que a intervenção militar dos EUA pode trazer consequências graves para a estabilidade da região.
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