Papa aceita renúncia de bispo investigado por visitar bordel e desviar R$ 2,2 milhões
O religioso responde a acusações de peculato, lavagem de dinheiro e crime agravado de colarinho branco
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O papa Leão XIV aceitou, na terça-feira (10), a renúncia do bispo Emanuel Hana Shaleta, responsável pela eparquia caldeia de San Diego, na Califórnia, nos Estados Unidos. O religioso é investigado por supostamente frequentar um bordel no México diversas vezes e por desviar recursos da Igreja Católica.
Em comunicado divulgado à imprensa, o Vaticano informou que o pontífice aceitou o pedido de renúncia apresentado por Shaleta ao cargo pastoral da eparquia de São Pedro Apóstolo dos Caldeus, nos Estados Unidos.
Shaleta, de 69 anos, foi preso em 6 de março no Aeroporto Internacional de San Diego ao tentar embarcar em um voo com destino à Alemanha. Segundo as autoridades, ele transportava mais de US$ 9 mil na bagagem. O bispo foi liberado após pagar fiança de US$ 125 mil.
O religioso responde a acusações de peculato, lavagem de dinheiro e crime agravado de colarinho branco. De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de San Diego, a investigação começou em agosto do ano passado, quando um funcionário da Igreja Caldeia de São Pedro, localizada em El Cajon, apresentou documentos e registros que apontariam irregularidades cometidas pelo bispo.
Os investigadores estimam que o valor total desviado possa chegar a cerca de US$ 1 milhão. Reportagem do veículo católico The Pillar indicou que Shaleta teria direcionado para uso pessoal recursos provenientes do aluguel de propriedades da igreja e, posteriormente, utilizado fundos de caridade para encobrir as movimentações financeiras.
Além das suspeitas de desvio de dinheiro, a investigação também aponta que o bispo frequentava regularmente o Hong Kong Gentleman’s Club, um bordel localizado na Zona Norte de Tijuana, área conhecida pela concentração de casas de prostituição e frequentemente monitorada por autoridades e organizações que combatem o tráfico humano.
Segundo a denúncia, um investigador particular registrou o religioso utilizando um serviço de transporte destinado a clientes do estabelecimento para realizar visitas ao local.
As autoridades ressaltaram que, até o momento, não há indícios de envolvimento de Shaleta em casos de abuso de menores ou tráfico sexual.
Informações: Jornal Extra
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