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ACERVO HISTÓRICO

Objetos da Ku Klux Klan são descobertos durante limpeza em departamento de segurança nos EUA

Arquivos encontrados no Departamento de Segurança Pública do estado reúnem manuais de recrutamento e relatórios que monitoravam ativistas negros

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Objetos da Ku Klux Klan são descobertos durante limpeza em departamento de segurança nos EUA
Autor Os arquivos e objetos serão analisados por seu valor histórico - Foto: Departamento de Segurança Pública do Mississippi

Funcionários do Departamento de Segurança Pública do Mississippi, nos Estados Unidos, encontraram diversos objetos e documentos ligados à organização supremacista branca Ku Klux Klan escondidos em um armário da instituição. A descoberta, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo jornal local Mississippi Today, ocorreu durante a limpeza do prédio em preparação para a mudança de sede. O acervo, datado da década de 1960, inclui um manto característico do grupo racista, anotações de reuniões, estatutos, materiais de recrutamento e uma lista detalhando quais membros haviam pago ou não suas mensalidades.

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Entre os artefatos localizados, os agentes identificaram um manual de instruções para a organização de encontros e diretrizes dos "Cavaleiros Brancos", considerada a facção mais violenta da KKK. Registros apontam que esse braço extremista chegou a reunir cerca de 100 mil integrantes no estado durante os anos 1960, impulsionado pelo apoio de setores políticos locais. Fundada em 1866 para combater a igualdade racial, a Ku Klux Klan acumula um histórico de linchamentos, assassinatos, atentados e intimidações, estendendo sua intolerância também a imigrantes, judeus e católicos ao longo das décadas.

Além do material supremacista, foram achadas pastas antigas da Patrulha Rodoviária contendo fotografias e relatórios que espionavam ativistas dos direitos civis. Esses militantes, que viajavam pelo sul do país para desafiar as leis de segregação racial em terminais de transporte por meio do movimento "Freedom Rides", eram monitorados e classificados pelas autoridades locais sob o rótulo de "agitadores comunistas". Todo o material foi transferido para o Departamento de Arquivos e História do estado. De acordo com o comissário de Segurança Pública, Sean Tindell, e o diretor do Arquivo, Barry White, os itens possuem imenso valor histórico para compreender o funcionamento interno do grupo no estado e passarão por um processo de análise e digitalização que deverá durar meses.

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