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O que a Fuvest disse aos alunos que reclamaram de mudanças no vestibular de 2026

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A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), organização responsável pela produção da prova que dá acesso à Universidade de São Paulo (USP), respondeu a uma carta aberta elaborada por estudantes que questionam as mudanças que serão promovidas para edição deste ano do exame.

A carta foi divulgada após a aplicação de um simulado de redação da nova prova, no qual os alunos a descreveram como confusa. "O que era para simular, na prática, confundiu", afirmam, no manifesto. Ao todo, 44 mil candidatos fizeram esta prova, aplicada em abril, e foi o primeiro contato dos vestibulandos com o novo formato.

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Entre as mudanças aplicadas no programa estão a diluição das 90 questões de múltipla escolha, divididas entre as disciplinas clássicas, para quatro grandes blocos temáticos, como é apresentado no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio; além da redação, que vai propor a produção de outros gêneros textuais para além da dissertação.

Os candidatos pediram à fundação explicações mais claras e objetivas sobre as mudanças. "A comunicação nebulosa adotada pela instituição desde então tem deixado muitos vestibulandos apreensivos e inseguros."

A USP vem dizendo, por meio de seus representantes, que a nova prova terá o objetivo de testar a capacidade do candidato de articular habilidades e conhecimentos ligados a temas contemporâneos, como mudanças climáticas, transição demográfica, violência, transição energética, racismo - assuntos transversais que podem aparecer em qualquer uma das diversas áreas do conhecimento.

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"Muda o espírito da avaliação. Vai ser uma prova muito mais inteligente, que traz para a cena as questões fundamentais do mundo, das sociedades contemporâneas, e torna os estudantes mais conscientes do seu papel social", disse Maria Arminda, que é também presidente do Conselho Curador da Fuvest, em entrevista ao Estadão, no ano passado.

Veja o ponto a ponto do que a Fuvest respondeu sobre as reivindicações.

Mudança de programa

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Em um comunicado, a Fuvest informa que o novo programa foi aprovado pelo Conselho de Graduação da USP e que a proposta foi elaborada por um grupo de trabalho indicado pelos presidentes das comissões de graduação das unidades que lidam com as disciplinas cobradas na prova - Português, Matemática, Geografia, História, Química etc.

Sobre a redação

A Fuvest explica que vai ser apresentada aos candidatos uma única coletânea de textos, "articulados entre si, e que dará origem a duas propostas", das quais cada candidato deverá elaborar uma única opção: uma de natureza dissertativo-argumentativa ou outra, de natureza narrativa, a partir de um gênero textual que o candidato conhecerá no momento da prova.

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"Mas, repita-se: ele (candidato) escolherá uma e somente uma única proposta para escrever a partir de uma única coletânea de textos", diz a Fuvest.

Ainda sobre o assunto, a Fundação diz que a Banca Corretora de Redação não terá dificuldades em corrigir a Redação do Vestibular Fuvest, "seja qual for o gênero textual escolhido pelo candidato segundo os parâmetros imaginados pela Banca Elaboradora e ajustados pela Coordenação da Banca Corretora".

A Fuvest informou ainda que, entre os participantes com desempenho mais elevado no simulado, o processo de correção evidenciou "um baixíssimo grau" de discrepância entre a produção dos diferentes gêneros textuais. De acordo com a Fundação, isso "indicou consistência textual independentemente do gênero proposto".

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Sobre a antecipação do edital

Sobre este assunto, a Fuvest diz que não é a fundação a responsável por publicar o edital do vestibular. Esta tarefa é uma atribuição do Conselho de Graduação. "A Fuvest publica, apenas, os Guias, que procuram esclarecer, em outra linguagem, os termos do Edital".

Cuidados com a saúde mental do vestibulando

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Para os estudantes, a fase do vestibular é um período de pressão e que gera ansiedade. Por isso, alegam que a falta de informação torna esta fase ainda mais tensa.

Em resposta, a Fuvest diz que está organizando, em conjunto com uma das Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da USP, um Programa de Escuta Psicológica dos Vestibulandos.

"Não terá natureza psicoterápica, mas que permitirá aos vestibulandos interessados discutir estratégias de enfrentamento da ansiedade inerente ao período do Vestibular."

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