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Novo Nordisk faz promoção de Wegovy e reduz preços antes de queda da patente

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A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, Wegovy e Rybelsus (semaglutida injetável para diabetes, para obesidade e a versão em comprimidos, respectivamente), apresenta, a partir desta segunda-feira, 2, novas dinâmicas de preço para as vendas de seus medicamentos. A nova política acontece antes da queda de patente da semaglutida no fim deste mês, que possibilitará que outras farmacêuticas produzam suas versões do remédio para controle de diabetes e obesidade.

A caneta com dose inicial de 0,25mg do Wegovy será gratuita ao comprar outra unidade. Para usufruir do benefício, a mesma prescrição médica deve conter tanto a versão de 0,25 mg quanto a dose de tratamento. Segundo a farmacêutica, a medida visa apoiar o início ou ajuste da terapia.

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Já para a semaglutida oral (Rybelsus), o custo de uma caixa do medicamento varia de R$ 565,00 (por meio do e-commerce) ou R$ 615,00 (em lojas físicas) a R$ 844,00 (e-commerce) ou R$ 874,00 (lojas físicas), a depender da dose (que pode ser de 3mg, 7mg ou 14mg). Antes, a caixa de qualquer dose custava R$ 1.293,49.

Também há combos com duas caixas do Rybelsus com desconto. Neste caso, o valor do tratamento para dois meses fica em R$ 1.130,00 (e-commerce) ou R$ 1.230 (lojas físicas), independente da dose. Antes, o custo para dois meses era de R$ 2.586.

Ambas as condições são válidas nas farmácias credenciadas por tempo limitado e enquanto durarem os estoques, e é preciso que o paciente esteja cadastrado no Programa NovoDia.

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"Essas mudanças têm como objetivo ampliar o acesso ao tratamento e permitir que o médico possa ajustar a dosagem do medicamento conforme a necessidade, rotina diária e resposta clínica de cada paciente, com uma abordagem mais completa da jornada de tratamento e uma proposta de equilíbrio financeiro, que também é parte importante e fundamental desse caminho", afirma Allan Finkel, gerente geral da Novo Nordisk.

A patente da semaglutida, tanto na versão injetável quanto em comprido, expira dia 20 de março. Pelo menos 20 empresas já solicitaram à Anvisa o registro de medicamentos contendo como princípio-ativo a semaglutida ou a liraglutida. O Ministério da Saúde solicitou à agência regulatória que acelere a análise dos pedidos, mas ainda não se sabe se serão aprovados.

Quando houver mais concorrentes no setor - que hoje é dominado principalmente pelas marcas Ozempic/Wegovy (da Novo Nordisk) e Mounjaro (da Eli Lilly) -, inclusive com produção por farmacêuticas nacionais, a expectativa é de uma queda de cerca de 30% no preço dos medicamentos.

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