Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Nova diretriz muda a idade para início de rastreamento de diabetes tipo 2; confira orientações

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizou as diretrizes para o rastreamento e diagnóstico do diabetes tipo 2 no País. O documento, publicado na revista Diabetology & Metabolic Syndrome em março deste ano, amplia o público-alvo da triagem, inclui alertas para crianças e adolescentes e propõe mudanças nos testes laboratoriais utilizados.

Uma das principais novidades é a redução da idade inicial para rastreamento da doença na população geral. "Antigamente, o rastreamento era recomendado a partir dos 45 anos. Antes dessa idade, apenas em pessoas com fatores de risco", destaca a endocrinologista Melanie Rodacki, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da SBD. "Agora, a indicação é iniciar a triagem a partir dos 35 anos, estendendo-se também a indivíduos mais jovens que apresentem fatores de risco, como o excesso de peso".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De acordo com a professora, a mudança na idade acontece devido ao aumento de registros da doença em adultos mais jovens. "Nessa faixa etária, já ocorre uma alteração nos níveis de glicose, o que torna os pacientes menos protegidos. Isso é influenciado por fatores como obesidade, sedentarismo e estilo de vida. Mas hábitos mais saudáveis e uma alimentação balanceada podem oferecer maior proteção", explica.

"Esse movimento foi iniciado na Sociedade Americana de Diabetes e nós incorporamos essa recomendação neste ano", acrescenta.

Um ponto de destaque é que, segundo o Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), quase 45% dos adultos vivendo com a doença desconhecem que possuem a condição. No Brasil, esse número fica em aproximadamente 30%. Diante do subdiagnóstico, Melanie afirma que o rastreamento pode mudar a história natural do paciente. "Caso ele seja diagnosticado com diabetes ou pré-diabetes, poderemos adotar condutas que ajudarão a prevenir as complicações da doença."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os índices de diabetes tipo 2 também vêm crescendo entre crianças e adolescentes, principalmente por conta do consumo de produtos ultraprocessados e pouco exercício físico. Diante dessa situação, a nova diretriz também traz recomendações para o público a partir dos 10 anos de idade. "Crianças com excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar com a doença também têm indicação de rastreamento e adultos mais jovens que do 35 anos também", comenta Melanie.

O documento também define um cronograma de reavaliação para os pacientes. Pessoas com exames normais e baixo risco devem repetir a triagem a cada três anos. Já aqueles com pré-diabetes ou múltiplos fatores de risco devem ser reavaliados anualmente.

A nova diretriz ainda incorpora o teste de tolerância por via oral, com uma hora de duração, como método preferencial para detectar o diabetes e o pré-diabetes. "O teste é mais barato, mais fácil e detecta de forma mais sensível quem tem pré-diabetes e pode evoluir para diabetes", cita a professora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Indicações para rastreamento de diabetes tipo 2 em adultos assintomáticos:

Idade acima de 35 anos (universal)

Idade abaixo de 35 anos com sobrepeso ou obesidade e mais um fator de risco:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pré-diabetes em exame prévio;

Diabetes gestacional prévio ou recém-nascido grande para idade gestacional;

Pontuação alta ou muito alta no escore de risco para diabetes FINDRISC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Critérios para rastreamento de diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes assintomáticos:

Sobrepeso ou obesidade;

Idade maior ou igual a 10 anos ou após o início da puberdade;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um ou mais dos fatores de risco adicionais, como:

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV