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FALSA ENFERMEIRA

Mulher que aplicou vacina falsa é indiciada em BH

Cláudia Mônica Torres fingiu ter posse de imunizantes e aplicou outra substância nas vítimas

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Mulher que aplicou vacina falsa é indiciada em BH
Autor Foto: Reprodução/Agência Brasil/Myke Sena/MS

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito sobre o caso da falsa enfermeira que, em março do ano passado, enganou empresários de Belo Horizonte em venda de vacinas contra a covid-19. Cláudia Mônica Torres fingiu ter posse de imunizantes e aplicou outra substância nas vítimas, possivelmente soro fisiológico, segundo as investigações.

A falsa enfermeira e outras pessoas envolvidas no esquema, incluindo parentes dela, foram indiciadas por estelionato e associação criminosa. Cláudia também foi acusada de falsificação de documentos, por ter assumido a identidade de enfermeira.

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O inquérito já está em poder da Justiça mineira. Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Cláudia não se manifestou.

Investigações

O caso veio à tona com a divulgação de vídeos gravados pela vizinha de uma garagem da empresa de transportes Saritur, no bairro Alto dos Caiçaras, na região noroeste da capital mineira. As imagens mostram a falsa enfermeira atendendo pessoas que saíam de uma fila de carros.

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A PF apurou que as doses falsas foram negociadas por R$ 600. Na época, a campanha de imunização contra a covid-19 estava se iniciando no país, e apenas idosos e profissionais da área de saúde estavam sendo vacinados.No curso das investigações, frascos com soro foram recolhidos na residência de Cláudia. Também foram apreendidos no local cartões de vacinação, seringas, agulhas e luvas. "Conforme apurado, a principal investigada, em momento nenhum, teve acesso à vacina de covid-19 de qualquer marca", reitera a PF.

Entre os empresários que demandaram as doses estão os donos da Saritur, que chegaram a ser investigados no inquérito por supostamente furarem a fila da vacinação contra a covid-19. Contudo, como se comprovou que os imunizantes eram falsos, os empresários passaram a ser tratados como vítimas de estelionato.

Por Agência Brasil.

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