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Mulher é morta a facadas junto com filho de 6 anos na Bahia; suspeito a perseguia há anos

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*Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Uma mulher de 23 anos, Karielle Lima Marques de Souza, e o filho dela, Nicolas Marques Sodré, de seis, foram mortos a facadas no último domingo, 5, na cidade de Ibirapitanga, na região cacaueira do sul da Bahia. Um suspeito, identificado como Rolemberg Santos de Pina, de 32 anos, foi encontrado morto no mesmo dia em outra cidade.

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Segundo a Polícia Civil da Bahia, Rolemberg teria desferido golpes de faca em Karielle e Nicolas, que foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos. Ele fugiu do local e foi encontrado depois em uma casa na zona rural da cidade de Maraú, já morto, com indícios de suicídio.

A família de Karielle afirmou à TV local Santa Cruz que ela era perseguida por Rollemberg desde que era adolescente, mesmo que rejeitasse as investidas constantes. Ele teria intensificado as ações nos últimos dias, e Karielle pretendia registrar um boletim de ocorrência na segunda-feira, 6, mas não houve tempo.

Rolemberg morava no mesmo bairro que a vítima. Em um momento em que o marido de Karielle havia saído, ele passou a esperá-la do lado de fora da casa. No momento em que a mulher saía de casa com o filho, Rolemberg saltou de trás de um carro e esfaqueou primeiro o garoto e depois a mãe.

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Karielle trabalhava atendente de classe no grupo escolar municipal Edson Ramos, e também era trancista e praticava capoeira. Ela havia se tornado mãe pela segunda vez há apenas dois meses.

O caso causou comoção na cidade, que declarou luto oficial pela morte de Karielle e cancelou um evento voltado para o empreendedorismo feminino que seria realizado pela Secretaria de Emprego e Renda, Mulher e Juventude nos próximos dias.

Karielle participou do concurso "Deusa de Ébano" do bloco de carnaval Ilê Ayê, um dos mais tradicionais de Salvador, em 2025. Em nota oficial, o bloco lamentou a morte de Karielle, se solidarizou com os familiares e afirmou que o ocorrido é reflexo de uma estrutura social violenta contra mulheres e pessoas negras.

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