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Mulher descobre que tem testículos no lugar das trompas: “sou XY”

Durante o ultrassom, Letycia percebeu a reação incomum dos profissionais; entenda o caso

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Mulher descobre que tem testículos no lugar das trompas: “sou XY”
Autor Letycia Rosa, de 26 anos, influenciadora digital - Foto: Arquivo Pessoal

Uma influenciadora digital de 26 anos passou grande parte da vida tentando compreender as mudanças, e ausências, em seu próprio corpo, até descobrir que, apesar de se identificar e viver como mulher, possui cromossomos XY.

Moradora de Amparo, no interior de São Paulo, Letycia Rosa atravessou a adolescência sem nunca ter menstruado e sem receber explicações claras para isso. Criada pelo pai e pela avó, ouviu repetidamente, tanto em casa quanto em consultas médicas, que a situação poderia ser considerada normal até determinada idade. “Passei anos no escuro, achando que o meu corpo era um erro”, relembra.

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O primeiro exame mais aprofundado revelou a ausência de útero, ovários e trompas. Durante o ultrassom, Letycia percebeu a reação incomum dos profissionais de saúde, mas saiu da sala sem qualquer esclarecimento. O próprio laudo, lido por ela sozinha, indicava a necessidade de uma ressonância magnética. "Eu saí do exame sem ninguém me explicar nada. Eu mesma li o laudo.", conta.

A ressonância confirmou a inexistência dos órgãos reprodutivos femininos. Sem receber orientações detalhadas sobre o significado dos achados, Letycia foi encaminhada à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde passou a ser acompanhada pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), referência em ginecologia.

Na instituição, os médicos identificaram a presença de “gônadas” e recomendaram cirurgia devido ao risco de desenvolvimento de câncer. Segundo Letycia, essas estruturas foram descritas como trompas que não haviam se desenvolvido adequadamente. "Ninguém me perguntou se eu queria ou não fazer a cirurgia. Era uma certeza, não uma escolha", afirma.

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O procedimento foi indicado ainda na adolescência e realizado quando ela tinha 16 anos. A primeira tentativa precisou ser adiada por causa de um quadro de pressão alta, mas meses depois a cirurgia foi feita, sem que a jovem tivesse plena compreensão do que estava sendo retirado de seu corpo.

Somente anos mais tarde, em um retorno médico, Letycia descobriu que as gônadas removidas eram, na verdade, testículos. A informação constava em exames e no resultado da biópsia, mas nunca havia sido comunicada de forma clara. “Eu achava que tinha retirado trompas. Anos depois descobri serem testículos”, relata.

Foi nesse mesmo atendimento que ela ouviu, pela primeira vez, o diagnóstico de síndrome de Morris, uma condição intersexo caracterizada pela presença de cromossomos XY em pessoas com desenvolvimento corporal feminino. Até então, o termo nunca havia sido mencionado em seu acompanhamento médico. “Quando a médica falou ‘síndrome de Morris’, eu nunca tinha ouvido isso na minha vida”, afirma.

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Um post compartilhado por Letycia Rosa (@letyciiarosa)

Informações: UOL

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