Míssil iraniano é destruído pela Otan e Pentágono prevê domínio total dos céus
Secretário de Defesa dos EUA afirma que campanha militar entra em nova fase com uso de bombas de precisão e redução drástica no poder de fogo de Teerã
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Sistemas de defesa aérea da Otan interceptaram, nesta quarta-feira (04), um míssil balístico lançado pelo Irã que se dirigia ao espaço aéreo da Turquia. Segundo a Presidência turca, o armamento atravessou os céus do Iraque e da Síria antes de ser destruído na região de Hatay. Fragmentos do artefato caíram em uma área aberta no sul do país, próximo à base aérea de Incirlik — local que abriga tropas dos Estados Unidos —, sem deixar registro de mortos ou feridos. Esta é considerada a primeira interceptação de um projétil iraniano por forças da Aliança Atlântica desde o acirramento do conflito no último final de semana.
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O incidente gerou uma reação imediata de Ancara. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, contatou o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, para alertar que medidas que propaguem o conflito devem ser evitadas. O governo turco afirmou, por meio de seu departamento de comunicação, que não hesitará em defender seu território dentro da estrutura do direito internacional. Em Bruxelas, a porta-voz da Otan, Allison Hart, condenou o ataque e reforçou a solidariedade aos aliados diante das ações que classificou como indiscriminadas por parte do Irã.
Paralelamente ao episódio na Turquia, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou em coletiva que as forças americanas e israelenses estão próximas de obter o controle total e incontestado do espaço aéreo iraniano nas próximas 48 horas. De acordo com o chefe do Pentágono, a superioridade bélica alcançada permitirá que Washington substitua mísseis de longo alcance por bombas de gravidade de precisão guiadas por GPS e laser, cujo estoque foi descrito como "quase ilimitado". Hegseth ressaltou que os EUA estão preparados para manter a presença no conflito por tempo indeterminado e que a destruição do míssil na Turquia, embora grave, não acionaria o Artigo 5º de defesa coletiva da Otan neste momento.
Dados apresentados pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, indicam que a "Operação Fúria Épica" já degradou severamente as capacidades de Teerã. Segundo o comando militar, os ataques iranianos com mísseis balísticos recuaram 86% desde o início das operações, enquanto o uso de drones caiu 73%. Caine afirmou que a estrutura de comando e controle militar do Irã está em "péssimo estado", permitindo a aceleração do ritmo das incursões aéreas aliadas.
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No campo diplomático e humanitário, Hegseth negou o envolvimento dos EUA em um bombardeio a uma escola no Irã que, segundo o regime local, teria deixado mais de cem mortos. O secretário afirmou que o caso está sob investigação, mas reiterou que civis não são alvos das forças americanas. Enquanto isso, nações do Golfo Pérsico como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar intensificaram a coordenação de suas defesas aéreas com Washington para conter a ofensiva de drones e mísseis que atinge a região nos últimos dias.
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