Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
PANDEMIA

Metade das cidades brasileiras tem incidência alta de covid-19

2.552 cidades (de um total de 5.297 que enviaram os dados) tiveram mais de 100 casos da doença por 100 mil habitantes

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

No total, o Brasil tem 668.404 vítimas e 31.543.000 casos da doença
Icone Camera Foto por Pixabay
No total, o Brasil tem 668.404 vítimas e 31.543.000 casos da doença

Quase metade dos municípios brasileiros registrou, na semana passada, alta incidência de covid-19, segundo análise divulgada nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com base em dados do Ministério da Saúde. De acordo com o instituto, 2.552 cidades (de um total de 5.297 que enviaram os dados) tiveram mais de 100 casos da doença por 100 mil habitantes, o que caracteriza a alta incidência. "Nesses municípios, vivem 47% da população brasileira, e seus moradores estão expostos a elevados níveis de transmissão viral", destacou o Todos pela Saúde.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Outro levantamento, este feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e divulgado na quinta-feira, 22, mostrou que há tendência de aumento de hospitalizações por covid-19 no País. De acordo com especialistas, as duas análises acendem o alerta para aumento da transmissão durante as festas de fim de ano e possível sobrecarga dos serviços de saúde em janeiro.

-LEIA MAIS: Apucarana confirma 94 casos de covid-19 nesta sexta-feira

publicidade

A análise do ITpS mostra que 21 das 27 unidades da federação apresentam alta incidência - somente São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas, Maranhão e Piauí estão fora desse grupo. As maiores taxas foram registradas no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal, todos com registros superiores a 300 casos por 100 mil habitantes na última semana.

O instituto também analisa dados de redes de laboratórios, que mostram que as taxas de positividades dos exames seguem altas - acima de 30% desde o início de novembro. Para o imunologista Jorge Kalil, diretor-presidente do ITpS, as pessoas devem manter cuidados durantes as celebrações de fim de ano, embora o cenário epidemiológico atual seja menos ameaçador do que o dos dois primeiros anos da pandemia.

"A situação não é tão confortável assim. A doença está presente e o vírus continua circulando. A grande preocupação é com as pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal com as quatro doses. Elas devem buscar a vacina o mais rápido possível. São essas pessoas que estão ficando mais graves quando infectadas", afirma o especialista.

publicidade

Ele relembra que, no ano passado, as festas de fim de ano foram disseminadoras da variante Ômicron no País, causando milhões de novos casos. "Como temos mais pessoas vacinadas e com doses de reforço, uma nova onda pode não ser tão avassaladora, mas a covid-19 ainda pode matar", afirma.

A análise do instituto mostra ainda que a sublinhagem BQ.1 da variante Ômicron já é predominante do País. A alta transmissão viral favorece o surgimento de novas mutações e variantes que podem ter maior escape à vacina, dizem os especialistas.

Internações

publicidade

O levantamento da Fiocruz, que monitora semanalmente as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mostra crescimento das hospitalizações na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas). De acordo com os pesquisadores, "a desaceleração na curva nacional pode ser atribuída à queda recente nos casos de SRAG nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo".

Vinte das 27 unidades da federação apresentam crescimento moderado de SRAG na tendência de longo prazo: todas das regiões Sul e Centro-Oeste, toda a região Nordeste, com exceção da Paraíba, além de Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Tocantins.

publicidade

Entre as capitais, 14 das 27 apresentam alta de hospitalizações no mesmo período: Aracaju, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Curitiba, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, São Luís e Teresina.

Dicas para reduzir risco de contaminação nas festas de fim de ano

- Complete o esquema vacinal contra a covid com as duas doses regulares e as doses de reforço indicadas para a sua faixa etária

publicidade

- Se for reunir a família para as festas de fim de ano, escolha um local amplo e bem ventilado. Se o tempo permitir, faça a comemoração ao ar livre, como em quintais ou terraços

- Se possível, evite beijar e abraçar sem máscara muitas pessoas diferentes, em especial se for do grupo de maior risco, como idosos e pessoas com comorbidades

- Se fizer parte dos grupos de maior risco, considere usar máscara durante as celebrações ou manter distanciamento físico dos demais participantes enquanto estiver sem a peça, como nos momentos em que for comer ou beber

- Isole-se e não participe de celebrações se estiver com sintomas respiratórios

- Faça um autoteste antes da celebração e, se testar positivo, fique em casa

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

Últimas do TNOnline