Menino de 10 anos morre enquanto brincava com amigos
Nicollas Rafael, de Cubatão, sofreu uma parada cardíaca devido à uma doença rara que família desconhecia
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Um menino de 10 anos morreu após ter um mal súbito enquanto brincava com os amigos e sofrer uma parada cardíaca em Cubatão, no interior de São Paulo. Em entrevista ao G1, a mãe de Nicollas Rafael relatou o sofrimento da família ao perder o menino.
Na noite da última terça-feira (7), ele saiu de casa para brincar com os amigos. Algumas horas depois, Bruna Rosane, mãe do garoto, foi surpreendida com gritos de socorro. “Eles vieram aqui e gritaram para ajudá-lo”, relembra.
O menino passou mal enquanto brincava, chegou a pedir água para os amigos, ficou fraco e desmaiou. As crianças chamaram os responsáveis e a família o levou para o Pronto Socorro Infantil de Cubatão. Eles chegaram no local pouco antes de 0h, porém, a 0h50, a morte do menino foi confirmada.
“Foi muito rápido. Ele estava feliz, brincando, com um sorriso desde a hora que acordou. Ele era saudável e muito feliz. Meu filho estava sempre feliz. É inacreditável um ataque cardíaco em uma criança, mas aconteceu. Deus recolheu meu anjo”, disse a mãe ao G1.
A princípio, os médicos relataram à família que a morte havia sido motivada por causas naturais. No entanto, após exames, foi constatado que ele teve uma insuficiência cardíaca e um edema agudo pulmonar bilateral, que causa acúmulo de líquido no tecido pulmonar, desencadeado por uma miocardiopatia hipertrófica assimétrica, doença que dificulta o bombeamento de sangue pelo coração e, muitas vezes, não é diagnosticada.
Miocardiopatia hipertrófica assimétrica
Segundo o cardiologista Luiz Cláudio Behrmann Martins, especialista em arritmia da Santa Casa de Santos, Nicollas possuía uma miocardiopatia hipertrófica assimétrica, que causou arritmia e levou a criança a ter uma parada cardíaca.
A incidência anual da doença é de 0,3 a 0,5 casos a cada 100 mil crianças, sendo considerada uma doença rara. Segundo o cardiologista, a miocardiopatia hipertrófica é genética e pode ser identificada ainda na gestação, com o exame ecofetal. Após o nascimento, a criança inicia o tratamento, onde a medicação visa, justamente, evitar os casos de morte súbita, que representa o quadro mais temido da doença.
“A arritmia é o coração batendo em uma frequência muito alta e piora muito o quadro da criança. A medicação para a miocardiopatia vai prevenir a morte súbita. No caso da criança (Nicollas), ela teve um edema de pulmão e coração dilatado devido à arritmia, que acabou levando à morte súbita”, esclarece o médico ao G1.
De acordo com o médico, crianças com essa condição podem reclamar de falta de ar e dores no peito, porém, em alguns casos, o primeiro sintoma da doença pode, como no caso de Nicollas, ser o mal súbito.
Informações do site G1.
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