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Médico é acusado de golpe capilar após suspensão de registro profissional no DF

Vítimas relatam prejuízos de até R$ 24 mil em tratamentos que nunca aconteceram

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Médico é acusado de golpe capilar após suspensão de registro profissional no DF
Autor Foto: Arte/Metrópoles

Pacientes do Distrito Federal denunciam terem sido vítimas de um golpe financeiro aplicado por clínicas especializadas em transplante capilar ligadas ao médico Stanley Bittar. As vítimas, que buscavam procedimentos para recuperação da autoestima, relatam investimentos de alto valor em tratamentos preparatórios e cirurgias que nunca foram realizadas. O médico proprietário da marca teve seu registro profissional (CRM) cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Acre no ano passado, o que legalmente o impede de realizar as intervenções anunciadas.

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Um dos casos envolve um morador de Brasília de 36 anos que investiu R$ 24 mil em sessões de mesoterapia, técnica utilizada para aumentar a densidade dos fios antes do transplante. Apesar de concluir a fase inicial, o paciente afirma que a cirurgia prometida para abril do ano passado jamais ocorreu. Relato semelhante é feito por Jean Vieira, de 31 anos, morador do Guará, que antecipou parcelas de R$ 1 mil para garantir o implante. Ao tentar agendar o procedimento, Vieira afirma que a clínica alterou as condições contratuais e que ele chegou a ser intimidado por um advogado do grupo para desistir das reclamações.

A operação das unidades, localizadas no Plano Piloto e em Taguatinga, está sob responsabilidade da gestora Elo Vitae por meio de um contrato de arrendamento. Em nota, a gestora informou que, ao assumir a administração diária, encontrou os estabelecimentos sem licenças, em situação irregular e com dívidas acumuladas. Segundo a empresa, seriam necessários R$ 3,67 milhões apenas para manter as clínicas em funcionamento e regularizar o passivo financeiro deixado pela administração anterior.

Em pronunciamento nas redes sociais, Stanley Bittar atribuiu os problemas a um erro na escolha da gestora e negou responsabilidade direta pelas falhas no atendimento. O médico pediu desculpas a clientes e colaboradores, afirmando que está adotando medidas legais para retomar o controle das unidades. Sobre a cassação de seu CRM, Bittar alegou que a decisão se baseia em questões éticas relacionadas a marketing médico e que o processo ainda aguarda julgamento em instância superior pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele orientou que pacientes de outros estados suspendam procedimentos até a regularização judicial, exceto nas unidades de São Paulo e Chapecó, que seguem sob sua gestão direta.

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