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Medicina reprodutiva: infertilidade e preservação da fertilidade

Especialista explica os recursos disponíveis na reprodução humana assistida no Brasil

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Medicina reprodutiva: infertilidade e preservação da fertilidade
Autor A infertilidade é um problema global que afeta pelo menos 48 milhões de casais - Foto: Reprodução

A infertilidade é um problema global que afeta pelo menos 48 milhões de casais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida estima que cerca de 8 milhões de pessoas sejam afetadas no país. Cada vez mais modernas, as técnicas da chamada Reprodução Assistida têm sido importantes aliadas dos casais que enfrentam essa condição.

O ginecologista especialista em Reprodução Assistida Alessandro Schuffner explica que um casal é considerado infértil quando está há mais de um ano tendo relação sexual desprotegida sem resultado de gravidez. Esses casos demandam investigação. Mas, no caso de mulheres mais maduras, essa referência muda. “Um casal em que a mulher tem mais de 35 anos, a gente inicia a investigação após 6 meses. Após esse período, então, a gente considera como um casal infértil”, esclarece o médico.

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-LEIA MAIS: 5 problemas nos joelhos que precisam ser analisados por um médico

São vários os motivos que podem levar homens e mulheres à infertilidade, por isso a investigação deve ser completa, segundo Schuffner. “A gente não pode investigar apenas um determinado grupo de exames. Essa investigação consiste, basicamente, na avaliação de hormônios que podem estar atrapalhando o potencial desse ovário; a variação anatômica do útero, da trompa, da permeabilidade para ver se o espermatozóide passaria pelo útero e trompa, assim como avaliação de endometriose na mulher com mapeamento”.

O especialista explica que para a saúde sexual do homem existem outros tipos de exames que ajudam na identificação do problema. “Um espermograma, às vezes doppler (um tipo de ultrassom) testicular”, descreve. “Cariótipo do casal, da genética, avaliando, então, o risco genético que esse casal teria” também são parte dessa investigação.

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Entre as causas mais comuns de infertilidade feminina estão problemas como ovário policístico, endometriose e aderências nas trompas, todas questões que podem ter solução prática. “No homem pode ter, por exemplo, a varicocele, a dilatação da veia do testículo, onde a gente consegue fazer através da cirurgia a melhora desse espermatozóide. Outras vezes, mesmo quando não tem nenhum espermatozoide, por exemplo, ou outra causa feminina, a trompa continua obstruída, por exemplo a endometriose grave, a gente vai para fertilização in vitro”, destaca o ginecologista Alessandro Schuffner.

“Na fertilização in vitro, que é uma técnica de reprodução assistida, a gente tira esse espermatozóide muitas vezes até do testículo ou através da coleta seminal. Tira o óvulo do ovário, injeta esse espermatozóide dentro do óvulo, forma o embrião e transfere esse embrião já pronto para dentro do útero. Então dessa forma a gente consegue resolver a questão da gravidez quando tem um fator masculino grave ou falha de método mais simples de engravidar”, descreve.

As técnicas de Reprodução Assistida também têm usos mais específicos e ajudam a realizar os sonhos de quem tem vontade de engravidar, mas por outras questões de saúde, não podem. “Quando o homem ou a mulher vão fazer um tratamento, por exemplo, para o câncer ou o uso de um imunossupressor em um transplante que poderia diminuir a quantidade e a qualidade de óvulos e espermatozóides, e a pessoa já congela”, esclarece Schuffner.

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“Em outros casos a gente usa reprodução assistida em casais com doença genética conhecida, como por exemplo fibrose cística, osteogênese imperfeita, tem uma série de doenças genéticas em que o casal sabe do impacto. Aí a gente consegue fazer um estudo genético desse embrião e transferir esse embrião sem a doença. Isso também é uma boa indicação para a reprodução assistida”, defende o profissional.

Cada vez mais comum é o congelamento de óvulos e espermatozóides para planejar a gravidez no momento mais propício para o paciente. “Acumula-se para uso futuro. E esse uso futuro tanto do óvulo como do espermatozóide não tem um período. Usa com um dia de congelamento ou com 20 anos congelado. Não faz diferença. O importante é que a mulher congele se ela não sabe quando ela deseja engravidar, se está preocupada com isso”, alerta o ginecologista.

Citação: “Na fertilização in vitro, que é uma técnica de reprodução assistida, a gente tira esse espermatozóide muitas vezes até do testículo ou através da coleta seminal. Tira o óvulo do ovário, injeta esse espermatozóide dentro do óvulo, forma o embrião e transfere esse embrião já pronto para dentro do útero. Então dessa forma a gente consegue resolver a questão da gravidez quando tem um fator masculino grave ou falha de método mais simples de engravidar”.

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