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Major aposentado da PM, preso suspeito de tentar estrangular a companheira em SP, é solto

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Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher e violência doméstica. Se você é vítima ou conhece alguém que esteja passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O major aposentado da Polícia Militar (PM), preso na noite de sábado, 28, suspeito de agredir e tentar estrangular a companheira dentro da residência onde o casal vivia em Santo André, região metropolitana de São Paulo, foi solto após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira, 30.

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Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), o caso é investigado pelo 2° Distrito Policial de Santo André. O Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) por ele ter desacatado um oficial.

No sábado, policiais foram acionados por volta das 20h40 para atender uma ocorrência de violência doméstica no bairro Vila Scarpelli.

Ao chegarem ao local, os PMs encontraram a mulher, de 42 anos, trancada em um quarto com sua filha adolescente. Aos policiais, ela "relatou ter sido agredida pelo companheiro, com mordida no rosto e tentativa de estrangulamento".

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O major aposentado, de 54 anos, apresentava sinais de embriaguez, foi detido no local, levado ao 2º DP de Santo André e encaminhado posteriormente ao Presídio Militar Romão Gomes. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ele "apresentava comportamento alterado e chegou a desacatar uma das policiais."

A ocorrência foi registrada como violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato. Segundo a PM, não foram encontradas armas ou objetos ilícitos na residência.

A vítima foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais. O nome do major não foi divulgado.

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Outro caso

É ao menos o segundo policial militar envolvido em violência doméstica. Na semana passada, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi preso suspeito de matar a esposa e também policial militar, Gisele Alves Santana, no apartamento onde os dois viviam, no Brás, centro de São Paulo. Ele nega o crime.

A morte aconteceu no dia 18 de fevereiro, mas o tenente-coronel foi preso somente um mês depois, no dia 18 de março. Ele alegou que a mulher se matou, mas investigações complementares apontaram o oficial como autor do disparo.

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O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi modificado para morte suspeita após a família da vítima relatar que ela vivia uma relação abusiva, com excesso de controle e ciúmes por parte de Geraldo Neto.

A polícia afirma que a versão do tenente-coronel não se sustenta e que Gisele foi assassinada pelo marido. A conclusão foi feita com base em uma série de indícios técnicos que a perícia encontrou durante a apuração do caso.

Entre as evidências estão marcas de unha na região do pescoço e do rosto de Gisele; manchas de sangue dela no banheiro, na bermuda e na toalha de Geraldo Neto; a maneira como a arma foi encontrada na mão da vítima e o modo como o corpo da policial estava disposto no chão, indicando uma provável manipulação da cena do crime.

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