Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Mãe que matou filho de 7 anos e escondeu corpo no freezer tem pena de 24 anos mantida pelo STJ

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Superior Tribunal de Justiça negou pedido de redução da pena de 24 anos de prisão da sul-africana Lee Ann Finck, condenada pelo assassinato do próprio filho, Ezra, de 7 anos. A criança foi morta em agosto de 2015, em São Paulo, e o corpo ocultado no freezer da residência com a ajuda do padrasto.

À época, segundo os autos, o menino sofria agressões frequentes por não cumprir tarefas domésticas. Irritado com o comportamento da criança, o casal teria decidido matá-la.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Lee Ann Finck e o padrasto da criança, o tanzaniano Mzee Shabani, tentaram fugir para a Tanzânia após o assassinato do menino. Ambos foram extraditados ao Brasil, cinco meses depois.

Câmeras do Aeroporto Internacional de Guarulhos registraram o casal deixando o País em 3 de setembro de 2015, um dia antes de o corpo da criança ser encontrado no freezer da casa em que o casal assassinou Ezra.

Eles viajaram acompanhados das duas filhas. O menino havia sido morto em agosto daquele ano e foi enterrado apenas em 29 de setembro, quase um mês depois do crime, sem velório ou qualquer cerimônia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Presos na Tanzânia, Finck e Shabani foram levados para Amsterdã, na Holanda, e de lá trazidos ao Brasil em um voo da companhia aérea KLM, sob escolta da Interpol. O casal está preso desde 26 de fevereiro de 2016. Submetida há 10 anos a julgamento pelo Tribunal do Júri, Lee Ann Finck teve a condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A corte paulista rejeitou o recurso da defesa, que pedia a anulação do julgamento.

Constrangimento ilegal, alega defesa da mãe

No habeas corpus submetido ao STJ, a defesa de Lee Ann alegou que "houve constrangimento ilegal na fixação da pena, pois as instâncias ordinárias não teriam reconhecido a atenuante de confissão espontânea."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a defesa, a mãe sempre confessou o crime, porém manteve seu posicionamento de que não tinha a intenção de matar o filho.

O pedido de habeas corpus aponta que a mulher está presa há 10 anos e que, se a confissão tivesse sido reconhecida na dosimetria, ela já teria tempo suficiente para pleitear a progressão para um regime mais brando.

Em análise do pedido liminar, o ministro Luís Felipe Salomão destacou que, em uma avaliação inicial, não há indícios de ilegalidade evidente nem de urgência que justifiquem a aplicação imediata da atenuante de confissão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o ministro, o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo não apresenta, à primeira vista, vício grave ou anormalidade, questão que ainda poderá ser examinada de forma mais aprofundada no julgamento definitivo do habeas corpus.

O mérito do habeas corpus será analisado pela Sexta Turma, sob a relatoria do ministro Sebastião Reis Júnior.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline