Lula condena ataque dos EUA: "Afronta gravíssima à soberania"
Presidente brasileiro cobra resposta vigorosa da ONU após Donald Trump confirmar operação militar e retirada do líder venezuelano do país
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou veementemente, neste sábado (03), a operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano. A ação, confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, resultou na captura de Nicolás Maduro. Em comunicado oficial, Lula classificou o episódio como uma "afronta gravíssima" e uma violação "inaceitável" do direito internacional.
Pelas redes sociais, o mandatário brasileiro alertou para o risco geopolítico da ofensiva. "Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável", escreveu Lula. Segundo ele, o ato abre um "precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".
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Para o presidente brasileiro, a ação ordenada por Washington remete aos "piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe" e substitui o multilateralismo pela "lei do mais forte". Lula cobrou uma reação imediata das instituições globais:
"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
A confirmação de Washington
O ataque foi reivindicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por meio de sua rede social, a Truth Social. Trump afirmou que os EUA realizaram "com sucesso um ataque em grande escala" e que Maduro, juntamente com sua esposa, foi capturado e retirado do país.
O republicano informou que a operação foi realizada em conjunto com forças policiais norte-americanas e convocou uma coletiva de imprensa para as 13h (horário de Brasília) em seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, onde promete fornecer mais detalhes.
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Reação em Caracas e fechamento de fronteira
O governo da Venezuela reagiu com incerteza. Em nota, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a administração local desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro.
Como reflexo imediato da instabilidade, a Venezuela fechou a fronteira com o Brasil. Segundo apuração da CNN junto a fontes da Polícia Federal, o bloqueio ocorre na passagem via Pacaraima, em Roraima, principal conexão terrestre entre os dois países.
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