Líder de seita preso por 429 mortes em ritual é acusado de mais 52 assassinatos
Investigações apontam que líder ersuadia seus seguidores a jejuarem até a morte com a promessa de que assim "encontrariam Jesus"
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O ex-líder da Igreja Internacional Boas Novas, Paul Nthenge Mackenzie, enfrenta novas acusações de homicídio no Quênia. Preso pela morte de 429 pessoas no caso que ficou mundialmente conhecido como "Massacre da Floresta de Shakahola", o religioso foi acusado nesta semana pelo Ministério Público local de envolvimento em mais 52 mortes.
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A nova denúncia ocorre após a descoberta de uma vala comum na região de Binzaro, no condado de Kilifi, e da confissão de um dos cúmplices do religioso, que admitiu culpa em 191 mortes. Mackenzie está atualmente recluso na Penitenciária de Segurança Máxima de Shimo la Tewa.
Segundo as investigações, Mackenzie persuadia seus seguidores a jejuarem até a morte com a promessa de que assim "encontrariam Jesus". O Secretário do Interior do Quênia, Kithure Kindiki, revelou ainda que o ex-líder teria contratado criminosos armados para executar os fiéis que desistiam do ritual ou que demoravam muito para morrer de fome.
Mesmo preso desde 2023, há indícios de que Mackenzie continuou a coordenar atividades da seita. A promotoria informou ao tribunal que anotações manuscritas recuperadas na cela do religioso detalhavam transações financeiras via celular e sugerem o planejamento de crimes de dentro do presídio.
Mackenzie responde a múltiplas acusações, incluindo homicídio, radicalização, facilitação de atos terroristas e crimes contra crianças. Ele se declara inocente, apesar da exumação de centenas de corpos, incluindo de menores de idade, na floresta de Shakahola.
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