Laudo indica relação sexual e luta corporal antes da morte de PM em São Paulo
Exame sexológico confirmou presença de sêmen na vítima, contrariando depoimento de que o casal não mantinha intimidade
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O laudo pericial da exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana revelou evidências que contestam o depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime. Os exames sexológicos confirmaram a presença de espermatozoides no canal vaginal da vítima, indicando uma relação sexual em período muito próximo ao disparo fatal. A descoberta confronta a versão do oficial, que afirmou em depoimento que o casal vivia em quartos separados e não mantinha relações íntimas desde agosto do ano anterior.
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Além do laudo sexológico, a perícia da Polícia Científica de São Paulo identificou marcas de agressão física que reforçam a tese de feminicídio. O documento descreve lesões compatíveis com pressão de dedos no rosto e no pescoço da PM, além de marcas de unha, sugerindo que houve luta corporal ou tentativa de esganadura antes do tiro na cabeça. Segundo os peritos, a dinâmica do crime aponta que o suspeito teria abordado a vítima por trás, imobilizando-a antes do disparo.
As investigações também descartaram o uso de substâncias psicoativas, já que o exame toxicológico de Gisele resultou negativo para álcool, drogas ou medicamentos. Para a Polícia Civil, as provas técnicas tornam o álibi do marido "absolutamente incompatível" com os fatos. O tenente-coronel, que inicialmente alegou que a esposa havia cometido suicídio após uma conversa sobre separação, foi indiciado e tornou-se réu por feminicídio e fraude processual.
Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Rosa Neto afirmou que o oficial tem colaborado com as investigações e que questiona a competência das jurisdições militar e comum no caso. Os advogados reiteraram que informações descontextualizadas ferem a dignidade do oficial e que aguardam a completa elucidação dos fatos perante a Justiça. O militar permanece preso desde o cumprimento dos mandados judiciais.
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