Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
DECISÃO

Justiça nomeia Suzane von Richthofen como inventariante dos bens do tio

Condenada pela morte dos pais assume a gestão provisória de bens avaliados em R$ 5 milhões; prima de Miguel Abdalla Netto contesta decisão e pretende

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Justiça nomeia Suzane von Richthofen como inventariante dos bens do tio
Autor Suzane entrou na justiça pelo direito de administrar a herança do tio - Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio do médico Miguel Abdalla Netto, seu tio materno, encontrado morto em janeiro em sua residência no Campo Belo. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (6) e permite que Suzane gerencie o patrimônio — composto por dois imóveis e um carro, avaliados em cerca de R$ 5 milhões — até que a partilha da herança seja concluída. Como o médico morreu solteiro, sem filhos e sem testamento, a lei de sucessão prevê que os sobrinhos vivos, Suzane e seu irmão Andreas, sejam os herdeiros diretos.

LEIA MAIS: Mulher declarada morta por engano recebe alta hospitalar e inicia reabilitação em SP

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Atribuições e limites da função de inventariante

Na condição de inventariante, Suzane passa a exercer a função de administradora e preservadora dos bens, sob supervisão judicial. Ela é responsável por gerenciar contas e imóveis, devendo prestar contas periodicamente à Justiça. A nomeação, contudo, não garante a posse definitiva do patrimônio; Suzane não pode vender ou transferir nenhum bem sem autorização judicial prévia. O papel é estritamente administrativo enquanto o processo de inventário formaliza a sucessão.

A nomeação é contestada por Carmem Silvia Gonzalez Magnani, prima do médico, que também pleiteava o direito de administrar os bens. A defesa de Carmem afirma que irá recorrer, alegando que a decisão foi tomada antes do prazo final para a apresentação de documentos que comprovariam uma suposta união estável entre ela e Miguel.

Paralelamente, Carmem registrou um boletim de ocorrência acusando Suzane de retirar móveis, um carro e dinheiro da casa do tio sem autorização. A Polícia Civil investiga o caso como possível invasão e furto, enquanto a causa da morte do médico ainda é apurada como suspeita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Obstáculos legais e o histórico familiar

A relação de Miguel com a sobrinha era marcada por rompimentos; o médico foi tutor de Andreas após o assassinato de Marísia e Manfred, em 2002, e atuou juridicamente para impedir que Suzane recebesse a herança dos pais.

Embora Suzane tenha sido declarada indigna em 2015 em relação ao patrimônio dos pais, a regra não se aplica automaticamente ao espólio do tio. No entanto, um Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados busca alterar o Código Civil para impedir que herdeiros condenados por crimes contra parentes de até terceiro grau — como tios — tenham direito à herança, o que poderia afetar diretamente o desfecho deste caso.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline