Justiça decreta prisão preventiva de comandante de lancha após naufrágio
Decisão judicial atende a pedido da Polícia Civil após indícios de negligência e superlotação em embarcação que deixou mortos e desaparecidos no Encon
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O Tribunal de Justiça do Amazonas converteu em preventiva a prisão do comandante da lancha envolvida no trágico naufrágio ocorrido na última semana próximo a Manaus. A medida foi fundamentada nos depoimentos de sobreviventes e em relatórios preliminares que apontam para graves falhas de segurança durante a navegação. O condutor havia sido detido logo após o acidente e agora permanece à disposição da justiça enquanto o inquérito avança para apurar crimes de homicídio culposo e lesão corporal.
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As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que a embarcação transportava um número de passageiros superior à capacidade permitida no momento da colisão. Testemunhas relataram que o comandante mantinha alta velocidade e ignorou alertas sobre as condições do rio no trecho conhecido pela forte correnteza. Tais evidências foram consideradas decisivas pelo magistrado para a manutenção da custódia do acusado com o objetivo de garantir a ordem pública e a integridade das apurações em curso.
Enquanto o comandante segue detido, a Capitania dos Portos e as autoridades policiais analisam a documentação da lancha e as condições técnicas do motor. O Ministério Público acompanha o caso e aguarda a conclusão dos laudos periciais para formalizar a denúncia oficial. A defesa do profissional ainda não se manifestou sobre a decisão judicial que impediu a sua liberação mediante pagamento de fiança.
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