Cotidiano

Jovem é arranhado por gato, pega raiva humana e vai parar na UTI

O caso foi confirmado nesta terça-feira (5), no Distrito Federal, pela Secretaria de Saúde. Casos da doença em humanos não eram registrados desde 1978

Da Redação ·
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Quanto ao animal, Martins afirmou que o paradeiro dele é desconhecido
fonte: Pixabay
Quanto ao animal, Martins afirmou que o paradeiro dele é desconhecido

Um jovem, com idade entre 15 e 19 anos, está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Distrito Federal, após contrair raiva humana. O caso foi confirmado nesta terça-feira (05) pela Secretaria de Saúde em uma entrevista coletiva. No evento, também foi anunciado a antecipação do início da Campanha de Vacinação Antirrábica para esta quarta-feira (06).

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Conforme informações, o garoto foi arranhado no braço por um gato no dia 15 de junho, mas os sintomas foram aparecer apenas uma semana depois. O adolescente começou a sentir muitas dores no corpo, nas articulações e dor nos olhos. Para preservar o jovem e sua família, a Secretaria de Saúde do DF não deu muitas informações sobre o caso, como sua identidade e idade.

Fabiano Martins, o diretor de Vigilância Epidemiológica da secretaria, recomendou que a pessoa que sofreu algum arranhão de algum animal, como gato ou cachorro, procure ajuda médica. "Existem dois tratamentos: o tratamento com soro e tratamento com vacina. O tratamento com a vacina é profilático, mas a proteção que a vacina vai promover para a pessoa que se expôs ao risco demora um tempo maior. O soro é uma proteção natural, então vai inibir qualquer infecção imediata. Quem tem condições de avaliar se a pessoa vai tomar o soro ou a vacina é o profissional da saúde", explicou o diretor.

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O epidemiologista também alertou que não é necessário ter pânico, pois a raiva é uma doença capaz de prevenção. "O simples ato de lavar a lesão com água e sabão a partir do incidente, é capaz de diminuir as chances e possibilidades de haver contaminação da lesão. Claro que essa medida isolada não resolve, mas se a pessoa não faz isso em casa, quando ela vai ao hospital o primeiro procedimento a ser tomado é lavar o local".

Quanto ao animal, Martins afirmou que o paradeiro dele é desconhecido. O diretor-substituto de Vigilância Ambiental, Lauricio Monteiro Cruz, chamou a atenção para que não se mate o animal em caso de agressão, sendo necessário procurar imediatamente uma unidade de saúde para apurar o ocorrido.

O vírus da raiva fica presente na saliva de animais infectados e é transmitido principalmente por meio de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada, de acordo com a SES.

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Vacinação Antirrábica

A Secretaria de Saúde alertou à população para a antecipação da Campanha de Vacinação Antirrábica a partir desta quarta-feira (06). A medida preventiva foi necessária por causa da confirmação do caso de raiva humana.

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O Distrito Federal não registrava casos da doença em humanos desde 1978, segundo a Secretaria da Saúde. O último caso diagnosticado de raiva em cães foi em 2000 e, em gatos, no ano de 2001. O vírus rábico circula no DF em quirópteros, nos bovinos, equídeos e outros animais.


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Vacinação em cães e gatos

O Ministério da Saúde conta com o PNPR (Programa Nacional de Profilaxia da Raiva) desde 1973, para manter, no curto prazo, uma parcela de cães e gatos imunes ao vírus. É estimado que a população de cães e gatos em todo o Distrito Federal seja de 345.033, dos quais 308.419 são cães e 36.613, gatos. A expectativa é vacinar pelo menos 80% da população animal, segundo a SES.


Fonte: Informações do UOL.

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