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Jovem com 'síndrome da fome' é forçado a comer 7 fatias de bolo em escola no CE

Estudante de 16 anos sofre de condição genética que impede a saciedade; Secretaria de Educação repudiou o ato e Polícia Civil apura o caso

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Jovem com 'síndrome da fome' é forçado a comer 7 fatias de bolo em escola no CE
Autor O caso gerou rápida mobilização das autoridades de segurança e educação do estado - Foto: Instagram/Reprodução

Um adolescente de 16 anos, diagnosticado com uma síndrome rara que causa fome insaciável, foi vítima de um grave episódio de bullying em uma escola estadual de Fortaleza, no Ceará. Na última quinta-feira (26), um grupo de colegas forçou o estudante a comer pelo menos sete fatias de bolo dentro do CAIC Raimundo Gomes de Carvalho, localizado no Bairro Dom Lustosa. Além de ser submetido à compulsão alimentar, o jovem também foi filmado pelos agressores enquanto utilizava o banheiro da instituição de ensino.

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O caso gerou rápida mobilização das autoridades de segurança e educação do estado. A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) emitiu nota repudiando veementemente a prática de bullying e informou que prestou apoio imediato à família da vítima. Na esfera policial, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) enviou o Grupo de Segurança Escolar da Polícia Militar ao colégio logo após tomar conhecimento dos fatos. A Polícia Civil assumiu as investigações para apurar as circunstâncias das agressões e reforçou a necessidade de os familiares formalizarem a denúncia em uma delegacia.

A crueldade do episódio ganha contornos ainda mais graves devido à condição médica do estudante. Familiares informaram que ele foi diagnosticado na infância com a Síndrome de Prader-Willi (SPW), uma alteração genética no cromossomo 15, de origem paterna. Essa falha afeta diretamente o funcionamento das áreas do cérebro responsáveis por regular o apetite, o tônus muscular e o desenvolvimento físico e cognitivo. A principal característica da doença é a hiperfagia, um interesse compulsivo por comida que, aliado à fraqueza muscular, gera ganho de peso precoce e obesidade severa.

De acordo com a Associação Brasileira da Síndrome de Prader-Willi, a condição afeta um a cada 15 mil nascimentos de forma aleatória, a exemplo de um caso recente no Acre envolvendo uma criança de dois anos que já pesa 15 quilos.

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