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Jornalista é preso por esconder câmera no banheiro feminino da própria empresa

Equipamento estava oculto dentro de uma tomada elétrica no banheiro do prédio onde funciona um site de notícias

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Jornalista é preso por esconder câmera no banheiro feminino da própria empresa
Autor A descoberta ocorreu após denúncia anônima, que levou os agentes até o local - Foto: Freepik

Um jornalista e proprietário de um portal de notícias de Nova Mutum (MT), a 242 quilômetros de Cuiabá, foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira (13) suspeito de instalar uma câmera escondida no banheiro do estabelecimento para captar imagens indevidas de pessoas que utilizavam o local.

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De acordo com a Polícia Civil, o equipamento estava oculto dentro de uma tomada elétrica no banheiro do prédio onde funciona o portal de notícias. A descoberta ocorreu após denúncia anônima, que levou os agentes até o local.

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Com autorização do proprietário, a equipe policial realizou a averiguação e acionou a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que localizou a câmera no interior da tomada. O equipamento e o cartão de memória foram apreendidos, lacrados e encaminhados para análise pericial.

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Vítima adolescente

Ainda conforme as informações repassadas pela polícia, uma das vítimas identificadas tem 16 anos. O caso passou a ser tratado com base na legislação específica de proteção à criança e ao adolescente.

O suspeito negou envolvimento e afirmou não ter conhecimento da existência do equipamento ou da suposta captação de imagens. Em nota, o portal informou que a audiência de custódia ainda não foi realizada e que aguarda os desdobramentos formais do caso.

O jornalista foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de crimes relacionados à produção ou registro de cenas de cunho sexual envolvendo criança ou adolescente. Se condenado, a pena pode variar de quatro a oito anos de reclusão.

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Não houve arbitramento de fiança, e o suspeito permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da instalação do equipamento e a possível existência de outras vítimas.

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