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Indicação de livro com cenas de sexo e prostituição gera revolta em pais de alunos

Responsáveis questionam a presença de ilustrações de nudez e diálogos sobre bordéis em material destinado ao público infantil

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Indicação de livro com cenas de sexo e prostituição gera revolta em pais de alunos
Autor Foto: reprodução

Uma polêmica envolvendo a indicação do livro paradidático "Vincent", da quadrinista holandesa Barbara Stok, mobilizou pais e responsáveis de alunos de um colégio particular, no Recife, nesta semana. A obra, que narra a trajetória do pintor pós-impressionista Vincent van Gogh, tornou-se alvo de intensas críticas após as famílias identificarem passagens contendo descrições de cenas de sexo, nudez e diálogos ambientados em bordéis. O material havia sido selecionado pela equipe pedagógica para ser trabalhado com turmas do 5º ano do Ensino Fundamental, cujos estudantes têm em média 10 anos de idade.

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A insatisfação dos pais ganhou escala por meio de redes sociais e grupos de mensagens, onde fotos de páginas específicas do livro foram compartilhadas para evidenciar o conteúdo considerado impróprio. Nas imagens divulgadas, é possível observar o artista em contextos de prostituição, o que gerou questionamentos imediatos sobre os critérios de curadoria da escola. De acordo com os relatos das famílias, o amadurecimento das crianças nessa faixa etária não é compatível com a abordagem explícita apresentada na biografia em quadrinhos, independentemente do valor artístico ou histórico da obra.

Em posicionamento sobre o caso, a direção do colégio admitiu que a obra apresenta trechos inadequados para a idade dos alunos e informou que o livro será substituído por outro título. A escola justificou que a escolha inicial pretendia enriquecer o repertório cultural dos estudantes sobre a vida de Van Gogh e o contexto de suas pinturas, mas reconheceu que houve um equívoco na análise prévia do conteúdo integral da HQ. A instituição reforçou que preza pela transparência e que mantém o compromisso com uma educação que respeite o desenvolvimento emocional e psicológico de seus alunos.

O episódio levanta discussões sobre a responsabilidade das instituições de ensino na análise minuciosa de materiais paradidáticos antes da recomendação em lista escolar. Especialistas e pais reforçam que a classificação indicativa deve ser um filtro rigoroso, especialmente em conteúdos que abordam temas complexos da vida adulta. O colégio reiterou que está à disposição das famílias para esclarecimentos e que a nova obra a ser adotada seguirá critérios rigorosos de adequação etária para garantir a continuidade do aprendizado sobre o tema sem novas intercorrências.

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